O presidente Bush pediu ao Congresso US$ 10,6 bilhões para ajudar o Afeganistão a aumentar suas forças de segurança e se reconstruir, disse neta sexta-fera (26) a secretária de Estado, Condoleezza Rice.
David S. Cloud e Helene Cooper
O pedido de ajuda viria antes da esperada ofensiva de primavera das forças rebeldes ligadas aos taleban, ex-governantes do Afeganistão. Em Washington, o Pentágono anunciou na quinta-feira que está adiando a partida do Afeganistão de uma brigada de combate de 3.200 soldados por até três meses, aumentando o nível da força americana no país para cerca de 24 mil . Outros 20 mil soldados de países da Otan também estão mobilizados no Afeganistão.
O pedido de ajuda incluiria US$ 8,6 bilhões para treinamento e equipamento das forças de segurança afegãs e serviria para aumentar o tamanho do exército nacional em 70 mil soldados e suas forças policiais em 82 mil, segundo uma autoridade americana ligada à questão.
Outros US$ 2 bilhões iriam para projetos de reconstrução como estradas, linhas de energia, desenvolvimento de áreas rurais e iniciativas antidrogas, segundo autoridades. Estas disseram que pretendem usar parte do dinheiro para ajudar o Afeganistão e o Paquistão a combater os taleban e outros insurgentes na fronteira entre os dois países.
O presidente Bush deverá fazer um pedido formal de verbas no mês que vem, depois de um ano em que as forças taleban realizaram ferozes ataques em todo o país, especialmente no sul.
"Os desafios dos últimos meses demonstraram que queremos e devemos redobrar nossos esforços", disse Rice a jornalistas a bordo do vôo para Bruxelas para uma reunião da Otan sobre o Afeganistão, depois de uma conferência de doadores para o Líbano que se realizou em Paris.
O presidente Bush anunciou duas semanas atrás que está enviando mais 20 mil tropas para o Iraque, onde os EUA já têm cerca de 132 mil soldados. As tropas que ficarão mais tempo no Afeganistão, da 3ª Brigada da 10ª Divisão de Montanha, fornecem aos comandantes mais forças antes de uma esperada ofensiva de primavera dos taleban. A unidade deveria voltar aos EUA no mês que vem. Mas os comandantes pediram ao secretário da Defesa, Robert M. Gates, forças adicionais quando ele visitou Cabul na semana passada e ele disse na época que estava inclinado a apoiar o pedido.
Em uma declaração, o exército disse que forças adicionais são necessárias para "negar aos taliban uma base de operações". Como outro batalhão está programado para deixar o Afeganistão em breve, o atual aumento do número de tropas americanas em conseqüência de manter a brigada de 3.500 membros será de cerca de 2.500 soldados, disse Bryan Whitman, um porta-voz do Pentágono.
O aumento ocorre ao mesmo tempo em que o governo Bush renova a pressão sobre os aliados europeus para aumentar suas tropas no Afeganistão e destina-se a conter as preocupações européias de que os EUA poderiam em breve recuar no Afeganistão para reforçar seu envolvimento militar no Iraque. Tropas britânicas, canadenses e holandesas estiveram desde o último verão em intensos combates no sul do Afeganistão, o território dos taleban.
Além disso, o general americano Dan K. McNeil vai assumir o comando da missão da Otan no Afeganistão no mês que vem, substituindo um oficial britânico.
A força liderada pela Otan continua cerca de 15% aquém dos níveis prometidos pelos países membros, um tema que deverá causar atritos na reunião da Otan marcada para sexta-feira em Bruxelas para discutir o Afeganistão.
Gates foi mais favorável ao acréscimo de tropas no Afeganistão que seu antecessor, Donald Rumsfeld, que pediu a contenção dos níveis das tropas.
Gates indicou que perfere uma ação agressiva para desencavar os taleban e disse várias vezes que não se pode permitir que o Afeganistão volte a cair no caos.
Oficiais americanos dizem que os combatentes taleban estão fazendo ataques cada vez mais ousados através da fronteira do Paquistão e se preparam para reiniciar os ataques na primavera, como fizeram todos os anos desde a invasão americana em 2001, que derrubou os taleban. Desde então os EUA forneceram US$ 14,2 bilhões em ajuda ao país.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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Controvérsia - www.controversia.com.br
Assunto: Imperialismo - [28/06/2007 | 07h] - texto
nº 51
Autor: David S. Cloud e Helene Cooper
Fonte: Der Spiegel
Bush vai pedir mais ajuda para o Afeganistão
O presidente Bush pediu ao Congresso US$ 10,6 bilhões para ajudar o Afeganistão a aumentar suas forças de segurança e se reconstruir, disse neta sexta-fera (26) a secretária de Estado, Condoleezza Rice.
O pedido de ajuda viria antes da esperada ofensiva de primavera das forças rebeldes ligadas aos taleban, ex-governantes do Afeganistão. Em Washington, o Pentágono anunciou na quinta-feira que está adiando a partida do Afeganistão de uma brigada de combate de 3.200 soldados por até três meses, aumentando o nível da força americana no país para cerca de 24 mil . Outros 20 mil soldados de países da Otan também estão mobilizados no Afeganistão.
O pedido de ajuda incluiria US$ 8,6 bilhões para treinamento e equipamento das forças de segurança afegãs e serviria para aumentar o tamanho do exército nacional em 70 mil soldados e suas forças policiais em 82 mil, segundo uma autoridade americana ligada à questão.
Outros US$ 2 bilhões iriam para projetos de reconstrução como estradas, linhas de energia, desenvolvimento de áreas rurais e iniciativas antidrogas, segundo autoridades. Estas disseram que pretendem usar parte do dinheiro para ajudar o Afeganistão e o Paquistão a combater os taleban e outros insurgentes na fronteira entre os dois países.
O presidente Bush deverá fazer um pedido formal de verbas no mês que vem, depois de um ano em que as forças taleban realizaram ferozes ataques em todo o país, especialmente no sul.
"Os desafios dos últimos meses demonstraram que queremos e devemos redobrar nossos esforços", disse Rice a jornalistas a bordo do vôo para Bruxelas para uma reunião da Otan sobre o Afeganistão, depois de uma conferência de doadores para o Líbano que se realizou em Paris.
O presidente Bush anunciou duas semanas atrás que está enviando mais 20 mil tropas para o Iraque, onde os EUA já têm cerca de 132 mil soldados. As tropas que ficarão mais tempo no Afeganistão, da 3ª Brigada da 10ª Divisão de Montanha, fornecem aos comandantes mais forças antes de uma esperada ofensiva de primavera dos taleban. A unidade deveria voltar aos EUA no mês que vem. Mas os comandantes pediram ao secretário da Defesa, Robert M. Gates, forças adicionais quando ele visitou Cabul na semana passada e ele disse na época que estava inclinado a apoiar o pedido.
Em uma declaração, o exército disse que forças adicionais são necessárias para "negar aos taliban uma base de operações". Como outro batalhão está programado para deixar o Afeganistão em breve, o atual aumento do número de tropas americanas em conseqüência de manter a brigada de 3.500 membros será de cerca de 2.500 soldados, disse Bryan Whitman, um porta-voz do Pentágono.
O aumento ocorre ao mesmo tempo em que o governo Bush renova a pressão sobre os aliados europeus para aumentar suas tropas no Afeganistão e destina-se a conter as preocupações européias de que os EUA poderiam em breve recuar no Afeganistão para reforçar seu envolvimento militar no Iraque. Tropas britânicas, canadenses e holandesas estiveram desde o último verão em intensos combates no sul do Afeganistão, o território dos taleban.
Além disso, o general americano Dan K. McNeil vai assumir o comando da missão da Otan no Afeganistão no mês que vem, substituindo um oficial britânico.
A força liderada pela Otan continua cerca de 15% aquém dos níveis prometidos pelos países membros, um tema que deverá causar atritos na reunião da Otan marcada para sexta-feira em Bruxelas para discutir o Afeganistão.
Gates foi mais favorável ao acréscimo de tropas no Afeganistão que seu antecessor, Donald Rumsfeld, que pediu a contenção dos níveis das tropas.
Gates indicou que perfere uma ação agressiva para desencavar os taleban e disse várias vezes que não se pode permitir que o Afeganistão volte a cair no caos.
Oficiais americanos dizem que os combatentes taleban estão fazendo ataques cada vez mais ousados através da fronteira do Paquistão e se preparam para reiniciar os ataques na primavera, como fizeram todos os anos desde a invasão americana em 2001, que derrubou os taleban. Desde então os EUA forneceram US$ 14,2 bilhões em ajuda ao país.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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