“Adorei o que fiz. Ainda adoro. Se as circunstâncias fossem diferentes – se minha família não precisasse de mim – eu voltaria em um piscar de olhos”, escreveu. De acordo com o Pentágono, o atirador teria matado 150 pessoas, no entanto.
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Kyle, entretanto, desconsidera a contagem oficial e afirma que em uma única batalha, a de Fallujah no final de 2004, matou 40 iraquianos. O livro traz um relato forte das ações do atirador, que considerava seu trabalho “divertido”.
Em uma das passagens do livro, o norte-americano afirma que hesitou em apenas um momento, quando teve de atirar em uma senhora que supostamente carregava uma granada em Nasiyria. Após receber a ordem do chefe, no entanto, Kyle atirou e matou a mulher, a qual descreve com ódio posteriormente.
“Verdadeiramente, profundamente odeio o mal que aquela mulher possuía. Odeio até hoje. Mal selvagem, desprezível. É isso que estávamos combatendo no Iraque. É por isso que muitas pessoas, incluindo eu, chamavam os inimigos de ‘selvagens’”, completa. Kyle alega que essa foi sua única vítima civil durante os combates.
O atirador também manifesta seu ódio ao descrever o Iraque, local que considera um esgoto. Kyle participou de quatro combates em solo iraquiano e ficou conhecido entre seus colegas como “a lenda” e “o exterminador”, por conta da precisão de seus tiros.
Fonte: Opera Mundi
Apesar do alto número de mortes, o atirador reformado afirma que não dá muito importância para a quantidade de pessoas que matou. “Apenas queria ter matado mais gente. Não para poder me gabar, mas porque acho que o mundo é um lugar melhor sem selvagens à solta tirando vidas americanas”, declara.
“Depois da primeira morte, as outras vêm facilmente. E não tenho que fazer tratamento psicológico ou mental – eu apenas ponho meu alvo na miro e mato o inimigo antes que ele mate alguém do meu povo”, diz Kyle em sua autobiografia.
Atualmente, Kyle vive no Texas e é diretor de uma empresa que treina atiradores de elite para as Forças Armadas norte-americanas.