30 ANOS DO MASSACRE DOS OPERÁRIOS NA CSN

Garotos Podres – Aos Fuzilados da CSN.

Hoje, dia 9 de novembro, completam-se 30 anos do massacre da CSN. Em 1988, os trabalhadores da siderúrgica entraram em greve pela redução da jornada de trabalho, pela reintegração dos demitidos pela atuação no sindicato e por reposição de salários.

A Igreja e os moradores de Volta Redonda se posicionaram a favor dos trabalhadores.

Após uma manifestação em frente ao escritório central da CSN, o exército dispersou a manifestação e invadiu a usina, assassinando três trabalhadores.

A crueldade da repressão do Exército mostrava que, ainda que a Ditadura Militar tivesse terminado, as práticas do Exército continuavam as mesmas daquele período.

Os trabalhadores mortos tinham entre 19 e 27 anos na época.

William Fernandes Leite
Valmir Freitas Monteiro
Carlos Augusto Barroso

Presentes! Não esqueceremos!

Vídeo Clipe:

Direção: Zé Márcio
Express Video File
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Agradecimentos Especiais:
Sidnei Silva
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Jorge Gomes
Qualmidia – Video Marketing Conteúdo
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Leandro da banda “Cabeça Pilhada”
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Desde o dia 07 de novembro de 1988 os operários da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN – estavam em greve. As principais reivindicações dos trabalhadores era a readmissão dos trabalhadores demitidos por perseguição política, melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

No dia 09 de novembro de 1988 os facínoras criminosos dos órgãos de repressão (Exército e Polícia Militar) invadiram a Usina em Volta Redonda – RJ e massacraram os operários. Dezenas de operários foram feridos e três mártires tombaram diante da fúria assassina do aparato repressivo. Os nomes dos que tombaram:

Carlos Augusto Barroso, 19 anos, morto por esmagamento de crânio.
William Fernandes Leite, 22 anos, morto com um tiro no pescoço.
Valmir Freitas Monteiro, 27 anos, morto com um tiro pelas costas.

Eram tempos de “Transição Democrática” da “Nova República” do Zé Sarney. Estes acontecimentos revelam o caráter autoritário e repressivo da sociedade brasileira mesmo nos períodos de aparente “normalidade democrática”. Esta tragédia revela os limites da assim chamada “Democracia Burguesa”. Diante do secular massacre contra os trabalhadores, entendemos que a luta pela democracia não pode estar dissociada da luta pela emancipação de todos os oprimidos, e pela construção do Poder Popular.

Esta música foi originalmente gravada em 1992 e lançada em 1993 como a 9º faixa do álbum “Canções Para Ninar” dos Garotos Podres (Radical Records/1993). Regravamos esta música pois julgamos que – mesmo depois de 25 anos – ela, infelizmente, continua atual.

Na época dos acontecimentos, Mao e alguns amigos de faculdade compuseram uma letra que, foi musicada em um velho violão quebrado do Centro Acadêmico da FATEC-SP (que tinha somente 4 cordas).

Esta canção é uma reverência não apenas à estes três camaradas, mas à todos os mártires da Classe Operária.

AOS FUZILADOS DA CSN

Letra: Mao/Ciro/Darwin
Música: Mao

Aos que habitam
Cortiços e favelas
e mesmo que acordados
pelas sirenes das fábricas
não deixam de sonhar
de ter esperanças
pois o futuro
vos pertence

Pois o futuro vos pertence! (coro)
Pois o futuro vos pertence! (coro)

Aos que carregam rosas
Sem temer machucar as mãos
pois seu sangue não é azul
nem verde do Dólar
mas vermelho
da fúria amordaçada
de um grito de liberdade
preso na garganta

Fuzilados da CSN
assassinados no campo
torturados no DEOPS
espancados na greve
A cada passo desta marcha
Camponeses e operários
tombam homens fuzilados
Mas por mais rosas que os poderosos matem
nunca conseguirão deter
a Primavera!

Pois o futuro vos pertence! (coro)
Pois o futuro vos pertence! (coro)

Dedicamos esta música à memória de:

Carlos Augusto Barroso
William Fernandes Leite
Valmir Freitas Monteiro

Através destes três operários, homenageamos à todos os mártires da Classe Trabalhadora

“Canções de Resistência” – compacto

Ficha Técnica

Vocal: Mao
Guitarra: Cacá Saffiotti
Baixo: Uel
Bateria: Rodrigo Japa

Gravado em julho/setembro 2017
Estúdio Blast Sound
Endereço digital: Blastsound370

Tecnicos de Estúdio:
Captação: Ueslei (produtor)
Mixagem em Master: Thiago Lima (produtor)

Arte de Capa: Ciro Seiji Yoshiyasse
Tradução; Pedro Crem Alves Porto

TO THE SHOT ONES AT CSN

Since the day November 7th, 1988, the workers at the Companhia Siderúrgica Nacional – CSN (National Iron Metallurgy Company) were on strike. The main demands of the workers were the readmission of the workers fired due political persecution, better working conditions and pay rise.

On November 9th, 1988, the repression organs criminal thugs (army and military police) raided the plant in Volta Redonda, RJ and slaughtered the workers. Dozens of workers were injured and three martyrs fell in face of the murderous rage of the repressive apparatus. The names of the fallen ones are:

Carlos Augusto Barroso, 19, killed by skull crushing.
William Fernandes Leite, 22, killed by a shot in the neck.
Valmir Freitas Monteiro, 27, killed by a shot in the back

Those were the times of the “Democratic Transition” of President José Sarney’s “New Republic”. These events show the authoritarian and repressive character of Brazilian society even in periods of seeming “democratic normality”.

This tragedy reveals the limits of so called “Bourgeois Democracy”. Facing the century-old slaughter against the workers, we understand that the struggle for democracy cannot be dissociated from the struggle for emancipation of all the oppressed and the building of Popular Power.

This song was originally recorded in 1992 and released in 1993 as the 9th track of the album “Canções Para Ninar” (“Lullabies”) dos Garotos Podres (Radical Records/1993). We have recorded this song again because we think that – even after 25 years – it, unfortunately, remains up to date.

At the time of the events, me and some college friends (Darwin Ferraretto and Ciro Seiji Yoshiyasse) wrote lyrics that I set to music with an old broken guitar (which had only four strings) of the Academic Center (student’s union) of FATEC-SP (Technology College of São Paulo).

This song is a reverence not only to these three comrades, but to all martyrs of Working Class.

To the Shot Ones at CSN
Letter: Mao / Ciro / Darwin
Music: Mao

To those who dwell
In tenements and slums
and even awakened
by the sirens of the factories
do not stop dreaming
and having hope
because the future
belongs to you

Because the future belongs to you! (chorus)
Because the future belongs to you! (chorus)

To the ones carrying roses
Not fearing to hurt hands
because their blood is not blue
or green of Dollar
but red
of the gagged fury
of a cry for freedom
stuck in the throat

Shot Ones of CSN
murdered in the country
tortured in DEOPS
beaten on strike
At every step of this march
Peasants and workers
tumble as shot men
But however much roses the powerful ones kill
they will never stop
the spring!

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