Bob Fernandes/Censura, Anistia ao Caixa 2, “estancar a sangria” e o “Barco do Amor”

Jornal da Gazeta

Publicado em 13 de fev de 2017

Nesta segunda, 10 dias e 146 mortos depois, Temer falou publicamente sobre a crise no Espírito Santo. Temer falou diante de jornalistas no Palácio do Planalto.
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Salvo se escoltados por um segurança -e assim se sabe com quem conversam- jornalistas foram proibidos de circular no 4ºandar do Palácio.
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Terminada a fala, Temer ouviu pergunta gritada por repórter: “E a censura, presidente?”.
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Um juiz de Brasília censurou reportagem da Folha. A pedido da Casa Civil da Presidência, em nome de Marcela Temer.
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Reportagem com informações sobre áudios e fotos clonados no celular da mulher do presidente. Temer, hoje, negou ter havido censura.
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Silvonei de Jesus clonou informações no celular de Marcela e tentava chantageá-la.
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Depois condenado a 5 anos, Silvonei foi preso em 11 de Maio; operação comandada pelo então Secretario de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes.
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No dia seguinte à prisão do hacker, Temer convidou para ser Ministro da Justiça… o Secretário Alexandre. Agora por Temer indicado para o Supremo Tribunal.
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Alexandre será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a CCJ.
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Alvos em 26 inquéritos, 10 dos 13 senadores investigados na Lava Jato estão nessa Comissão.
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Inclusive quem, em áudio vazado, pregava “estancar a sangria” na Lava Jato. Edson Lobão preside a CCJ. Lobão, também ele na Lava Jato, defende “Anistia ao Caixa 2”.
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O juiz Moro, o procurador Janot e procuradores da Lava Jato protestam contra ações para “estancar a sangria”. Moro e procuradores, certamente, estão surpresos.
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Eles, e manifestantes, nunca suspeitaram que um governo de delatados trabalharia para “estancar a sangria”. Temer, hoje, negou existir “blindagem” contra a Lava Jato.
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Nessa novela, outro núcleo reuniu Alexandre Moraes e 8 senadores. No Lago Sul, em Brasília, na chalana “Champanhe”.
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Para ensaio geral com temas a serem abordados na sabatina no Senado:
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-Acusações de envolvimento com o PCC, posições em relação à Lava Jato, à legalização de drogas e à prisão em segunda instância.
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A conversa deu-se no “Barco do Amor”, como é conhecida a chalana.

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