O CASO DE DONA MARISA: O OPONENTE É NADA. É COISA NENHUMA. É ZERO!

Para a direita brasileira, o combate aos seus inimigos não se faz no confronto de ideias.

por Gilberto Maringoni * – 25/01/17

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Se faz desqualificando e desumanizando o oponente.

É preciso mostrar que sua vida é desprezível, que sua casa pode ser violada, que sua privacidade não existe, que sua família não presta, que seus amigos são insignificantes e que representam a escória da humanidade. E que por isso podem todos ser eliminados, se possível fisicamente.

O episódio da superlativação dos protestos na porta do hospital Sírio-Libanês, dos blogues que publicam exames privados e dos articulistas que veem a culpa do ex-presidente no grave quadro clínico da ex-primeira dama, fazem parte de um jornalismo-abutre, de um comportamento de corvos que se espraia pela sociedade brasileira.

O oponente precisa ser exibido como um nada, um ninguém, um coisa-nenhuma.

O povo brasileiro é tratado assim pelo topo da pirâmide social.

É isso que tentam fazer com D. Marisa e com Lula.

É a receita do fascismo, sem tirar e nem por.

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*Gilberto Maringoni é professor de Relações Internacionais da UFABC e foi candidato a governador (PSOL-SP), em 2014

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