Ninguém é a favor de bandidos, é você que não entendeu nada

Espectro político trata fundamentalmente de economia. Você acha que a propriedade privada é a raíz de todo o mal? Vá para a esquerda. Você acha que a propriedade privada pode resolver problemas? Vá para a direita.

Awebic 

por Ramon Kayo

Ninguém é a favor de bandidos, é você que não entendeu nada

Agora, deixe isso de lado. Não me importa, porque o ponto que quero discutir neste texto é comum a todos.

Algumas expressões vem se propagando por gerações. Como uma espécie de roteador que só replica o sinal, a nova geração repete os discursos da geração anterior. Me assusta ver que jovens, como eu, que tiveram acesso a boas escolas, conteúdos e discussões, estejam dando continuidade às falácias mal estruturadas dos mais velhos.

“Bandido bom é bandido morto.”

“Tem idade para matar, mas não tem idade para ir preso.”

“Direitos Humanos só serve para bandido.”

“Esse povinho defensor de bandido… quero ver quando for assaltado.”

Olha só: ninguém é a favor de bandido. Ninguém mesmo. Muito menos os direitos humanos. Ninguém quer que assalto, assassinato, furto e outros crimes sejam perdoados ou descriminalizados.

Você é que entendeu errado.

Por que alguém, em sã consciência, seria a favor de assaltos, homícidios, latrocínios e furtos? Você não deveria sair gritando palavras de ódio sem entender o argumento do qual discorda — a não ser que você se aceite como ignorante, isto é, que ignora parte dos fatos para manter-se na inércia do conforto.

Depois que este texto terminar, você pode continuar discordando, mas espero que desta vez com outros argumentos, argumentos fundamentados.

ANTES DE MAIS NADA, O QUE VOCÊ PREFERE?

Gostaria de propor dois cenários e que você escolhesse o que mais te agrada.

1) Uma sociedade onde há muitos criminosos, logo há muitos assaltos, latrocínios e homícidios. Entretanto, nesta sociedade, 99% dos crimes são resolvidos e os indivíduos são presos. Após voltarem as ruas, tornam-se reincidentes, ou seja, cometem novamente um crime. Mas nesta sociedade, este criminoso é pego novamente em 99% das vezes. Há pena de morte.

2) Uma sociedade onde quase não há criminosos. Os poucos criminosos que existem, quando pegos, são presos. Além de punidos com tempo de reclusão, os criminosos também são reabilitados (as maneiras são indiferentes, se com cursos profissionalizantes, tratamento psicológico, ambos ou outros) para que possam tentar uma nova vida. Não há pena de morte.

Qual você prefere?

Nenhum destes casos é o do Brasil. No nosso país e em muitos outros, temos altos índices de criminalidade, poucos programas de reabilitação e o senso comum vingativo de que o Lex Talionis desenvolvido há cerca de 4.000 anos ainda serve como solução. Todavia, há países parecidos com os dois casos propostos, o que torna tangível a estrutura. Mas e para o Brasil? Qual dessas você preferiria para o nosso país?

Posso te ajudar neste raciocínio com alguns pontos:

– No primeiro caso, apesar de quase todos os criminosos serem pegos, o sofrimento das vítimas permanece. Como só se prende depois do crime, os lesados nunca terão a vida de um ente querido de volta, por exemplo.
– No primeiro caso, além de muitos crimes, os criminosos ainda tem maior probabilidade de reincidir, ou seja, de cometer um crime por mais de uma vez.
– Como são muitos criminosos, a economia do país perde força produtiva. Pessoas que poderiam estar trabalhando, pesquisando, empreendendo, estão no crime.
– No primeiro caso, como são muitos casos a serem avaliados, o sistema jurídico pode vir a se tornar lento e ineficaz.

OBS: Em nenhum momento quero impor uma falácia de falsa dicotomia. Existem infinitas possibilidades de combinações aqui. Entretanto, este é apenas um exercício que facilita o entendimento do argumento.

A PESSOA NASCE BANDIDA OU TORNA-SE BANDIDA?

Pergunta importante: você acha que as pessoas já nascem bandidas? O bebê — sim, aquele de colo — já é um bandido?

Prefiro pensar que ninguém acredita que as pessoas já nascem criminosas. É um pouco lunática a visão de um mundo Minority Report, onde o bebê será preso ali mesmo, nos primeiros momentos de vida. Mesmo para quem acredita neste mundo, o próprio filme trata do problema que isso poderia causar.

Partindo da pressuposição de que ninguém nasce bandido, vou utilizar um personagem fictício como exemplo: João, o bebê. Imagine o bebê da maneira como quiser, isso pouco importa, a única certeza que temos sobre João, o bebê, é que ele não nasceu bandido. É uma criança como qualquer outra, ainda dependente dos pais, que pouco faz da vida além de dormir e chorar. Mas neste mundo fictício, o tempo passou, e João cresceu. Aos 16 anos cometeu um latrocínio. Se João não nasceu bandido, então tornou-se bandido. A palavra “tornou-se” implica transformação e esse é o X da questão.

Os seres humanos se constroem com as experiências e aprendizados, portanto o meio em que se vive tem grande influência sobre ele. Sabendo disso, temos a visão clara de que algo acontece na sociedade que transforma as pessoas em marginais. (E se você acha que não, talvez seja curioso saber que a taxa de homicídios no Brasil em 2008 era de 26,4 a cada 100.000 habitantes, enquanto que na Islândia o índice não passou de 1,8 a cada 100.000 no mesmo ano.)

O fato é: há algo na sociedade (que não será discutido neste texto) que leva as pessoas a cometerem crimes.

Quando você diz que reduzir a maioridade penal é uma boa ideia, você não está focando na raíz do problema, está apenas sugerindo uma maneira de remediar. E como veremos a frente, dado o nosso sistema, isto só aumenta a chance de criar um deliquente reincidente. Então note, pouco importa se a maioridade penal é de 16, 18 ou 21 anos se o país continua a formar criminosos. Devemos pensar em maneiras de diminuir a criminalidade, no processo que transforma as pessoas em transgressoras da lei, ou logo teremos mais presídios do que universidades e mais marginais do que cidadãos comuns.

CONSTRUIR MAIS PENITENCIÁRIAS E PRENDER MAIS GENTE DIMINUI A CRIMINALIDADE?

O olhar crítico que às vezes não permeia a cabeça das pessoas é que prender as pessoas não faz com que menos pessoas se transformem em criminosas. Penitenciando apenas, você não resolve o problema, apenas posterga enquanto gasta o dinheiro público.

Assim como todo fumante sabe dos males do cigarro, todos que entram para o mundo do crime sabem o risco envolvido. Todo dia no noticiário vemos corpos estirados ao chão, seja do cidadão, do criminoso ou do policial. Não adianta termos penas mais severas: o brasileiro que se torna assaltante já não tem nada a perder, sabe que tem grandes chances de morrer de forma cruel.

Os criminosos brasileiros, depois de presos, ficam ainda mais propensos a perpetuar sua vida marginal. São três os principais motivos: (I) poucas empresas se propõem a contratar ex-presidiários, (II) o trauma vivido dentro da cadeia — como ela é aqui no Brasil — agrava as problemáticas psicológicas do indivíduo e, por fim, (III) não há um programa grande e estruturado de reabilitação de criminosos para que deixem a vida do crime.

Ninguém quer que criminosos não sejam punidos¹. Eles devem pagar suas penas conforme previsto em lei. O único problema é que a pessoa só vai presa depois de cometer o crime, isto é, depois que alguém já foi lesado. Não seria muito melhor se ao invés de precisar prender as pessoas depois do crime consumado, houvesse menos bandidos? Não seria melhor se os criminosos, após cumprirem suas penas, se reintegrassem a sociedade como parte da massa trabalhadora?

Ah, não dá? Dá sim. Na Suécia dá, por que aqui não daria? Vamos supor que você responda, de maneira óbvia, que é por causa da “cultura brasileira”. Eu devo concordar que, realmente, a cultura é diferente: aqui muita gente acredita que pena de morte resolve o problema enquanto lá eles fazem uso da reabilitação.

Deve ser por isso que aqui se constroem presídios e lá se fecham presídios.

Nils Öberg, responsável pelo sistema prisional da Suécia, disse sobre o fechamento presídios no país por falta de condenados:

“Nós certamente esperamos que nossos esforços em reabilitação e prevenção de reincidência tenham tido um impacto, mas nós achamos que isso sozinho não pode explicar a queda de 6%”

 — reafirmando que a Suécia precisa se esforçar ainda mais em reabilitar os prisioneiros para que eles possam retornar a sociedade.

¹ Existe uma corrente que acredita no chamado Abolicionismo Penal que não vê o sistema punitivista com estes olhos. Eu não conhecia esta ideia no momento em que escrevi o texto, mas um leitor me alertou pelo Twitter e por isso faço questão de incluir aqui.

DIREITOS HUMANOS PARA VOCÊ TAMBÉM

O artigo 3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que:

“Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.”

O trecho “Toda pessoa (…)” do artigo 3 inclui você.

Ninguém quer que você seja vítima de um crime. Todas as leis do código penal são pensadas para tentar lhe garantir este e outros direitos comuns a todos os seres humanos. Ninguém quer que os bandidos sejam especiais: o que o “povinho dos Direitos Humanos” quer é que a sociedade não crie mais marginais e que a quantidade dos existentes diminua. E é aí que está: infringindo os direitos humanos, você não alcança este objetivo.

O trecho “Toda pessoa (…)” do artigo 3 também inclui o marginal.

É confuso que o cidadão que clama tanto por justiça, que a lei seja cumprida, fique ávido para descumpri-la: tortura, homicídio e ameaça são crimes, mesmo que sejam contra um condenado. Então, não, bandido não tem que morrer, porque isso te tornaria tão marginal quanto.

Se você quer uma sociedade com menos criminosos, conforme discutido no começo deste texto, entenda o papel dos Direitos Humanos. O artigo 5 diz:

“Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.”

Ninguém lhe nega o direito a sentir dor, raiva e/ou tristeza após ter sido vítima de um crime. A culpa não é sua e isto nunca foi dito. Só quem é vítima sabe da própria dor. Mas o fato é que o olho por olho não te trará paz, não trará um ente querido de volta, não removerá seus traumas. O dente por dente só te levará para mais perto de uma sociedade violenta, onde o crime se perpetua e você pode ser vítima mais uma vez. Ninguém quer que você seja vítima outra vez.

A punição deve ser aplicada, sim. E com certeza será ainda melhor quando este indivíduo estiver apto a se tornar um cidadão comum, após cumprir sua pena, e nunca mais venha a causar problemas para a sociedade e para você. E é sobre isso que os Direitos Humanos falam.

PORTANTO ENTENDA

Se você leu o texto um pouco mais exaltado, talvez tenha perdido algum trecho importante, portanto aqui vão alguns dos principais pontos:

1) Ninguém nasce bandido. A estrutura social, de alguma maneira, transforma as pessoas em criminosas.
2) Entender os motivos que levam a formação de criminosos e resolvê-los é mais importante do que puni-los com mais severidade.
3) Se não formarmos criminosos, as pessoas não precisam ser vítimas.
4) Todo crime deve ser devidamente punido, mas a maneira de punir pode influenciar na reincidência do criminoso, que fará novas vítimas.
5) Construir presídios, prender mais pessoas, não evita que mais pessoas se transformem em bandidos.
6) O que aprendemos com os países mais desenvolvidos é que reabilitar marginais colabora com a redução da criminalidade.
7) Infringir os Direitos Humanos de qualquer pessoa é atentar contra a vida e, no caso do marginal, vai na contra-mão da reabilitação.

E novamente:

Você tem o direito de ficar desolado e/ou enfurecido por ter sido vítima. Ninguém é a favor do crime.

Você é que não tinha entendido antes.

https://awebic.com/democracia/ninguem-e-a-favor-de-bandidos-e-voce-que-nao-entendeu-nada/

22 Comentários

    • A questão É : coloca esse povo para produzir dentro dos presídios . Cultivar o que vai comer, produzir o que vai usar. Simples assim. Duvido se a metade não pensaria antes de cometer delito. Muito direito pra esse povo enquanto o trabalhado não tem o que comer e as vezes dormi num papelão. Vá de os direitos humanos?????? Quero que nos trabalhadores tenha direitos. Agora é Muito fácil achar que bandido é vítima do meio que o cerca. Vamos mudar essa falácia.

      • Direitos Humanos é o direito a vida, de ser,de estar e de viver plenamente, o individuo que é desrespeitado,digo: todos somos iguais perante as leis vigentes, mas sabemos que muitos dos nossos direitos são negados, primeiro por incapacidade de reconhecermos nossos direitos e deveres, segundo porque nos deixamos corromper, terceiro falta rigor por parte das autoridades ( fiscalização e controle.EX: Família tem que cuidar e educar suas crianças e adolescentes…tem que estudar…) Diretos Humanos é um imenso guarda-chuva que acolhe a todos, porque o criminoso é fruto da ausência,da falta de estrutura familiar, da falta de amor, é resultado da carência da essência humana. Há um ano atras, perdemos um familiar muito querido, reagiu a assalto,momentos de muita dor para nós e os amigos,não tem como descrever o sentimento da perda por violência. Pensei na ou nas pessoas que cometeram esse ato cruel, e até hoje, fico questionando e perguntando: Que sentimentos leva um ser cometer violência contra seu próprio semelhante? E cheguei a conclusão, que só comente violência quem já foi violando na sua essência.

    • Quem lê o texto fica maravilhado! Tudo o que ele diz faz total sentido! Uma pena que não passe de um engodo! Lorota, balela, papo furado e posso facilmente prová-lo! Está claro que todo esse palavrório serve apenas para tirar o foco da questão central: por que diabos os Direitos Humanos favorecem os criminosos em detrimento das vítimas? Eles dizem: “Ninguém é a favor de bandido, é você que não entendeu nada.” Bem, então explique-me por que o Champinha recebeu apoio dos Direitos Humanos, enquanto os pais de Liana Fridenbach e Felipe Café não receberam nem uma cartinha de solidariedade? Por que raios o psicopata cruel que torturou, estuprou e degolou dois jovens na flor da idade recebem todo o apoio dos DH, enquanto as famílias dilaceradas pela dor da perda irremediável de seus amados filhos ficam a ver navios. Isso é Justiça? Ora, se você oferece apoio ao bandido, em detrimento da vítima, fica fácil dizer que você apoia bandidos, porque é literalmente disso que se está falando aqui! Não é força de expressão, é a realidade inegável! O problema não é que os brasileiros não entenderam, na verdade entendemos até bem demais, é o pessoal dos DH que finge não entender para continuar com sua agenda progressista de semear o caos na sociedade capitalista.

  1. Talvez uma solução perpasse pelo que nos alerta o psicólogo Rossandro Klinjey, particularmente, sugiro “Geração moral cívica” e “reintegração de posse parte alta” entre outras. Talvez estejamos nos confundindo em nosso papel de pai e mãe, isso independe de classe social, embora percebemos que nas classes menos favorecidas o exemplo é um agravanagra que arrasta a criminalidade. A um bom tempo que venho analisando esses cenários e percebo sempre o mesmo padrão de abandono das posições (país / filhos)…

  2. Por favor corrigir: “reintegração de posse paternal” e “o exemplo é um agravante que arrasta…”

    • Pena de morte no Brasil já existe..de modo extrajudicial..( entre os bandidos comuns.policiais- juízes que matam criminosos e inocentes)….A penda de morte só serve para duas coisas: incapacitação( o morto não volta e bolsonaro ri no programa do Jô soares) e a vingança de sociedade..dos cidadão de “bem”.. tem uma catarse.(NÃO RESOLVE NADA)…qualquer policial honesto ou não ou justiceiro..sabe que se mata, um aparecem 2…sem contar nos bandidos do atacado, que não são éticos ,que ficam acima do bem e do mal e das leis : elite estatal(políticos,juízes,militares…) empresários nacionais ou estrangeiros(de todas áreas que fomentam a corrupção,eliminam a concorrência, encomendam assassinatos,sonegam impostos,escondem recursos em paraísos fiscais…)….esse não perfeitos canalhas ,tem mil provas da sua inocência…como dizia Millôr Fernandes

  3. Sou plenamente a favor dos direitos humanos, de sua existência a fim de conter toda a possibilidade de tratamentos desumanos, cruéis e que são típicos de seres humanos que colocam o ódio sempre à frente de seus atos. Mas, vejo que este texto, apesar de defender a imaculada existência e necessidade dos direitos humanos, apresenta algumas falhas que comprometem sua lógica, ainda que não totalmente, mas em parte. Me refiro a afirmação do autor deste texto, tão segura, quando expressa ele que “ninguém quer o crime de homicídio, ou o de furto, ou o de roubo, e etc. Quem é o “ninguém” nesta sua afirmação? Creio que ao afirmar tal coisa o tenha feito a partir de uma concepção de sociedade idealizada por ele mesmo e, nesta idealização tenha usado o critério da exclusão de indivíduos. O autor, claramente, defende a ideia de que a pessoas que nascem criminosas e outras nascem limpas, desprovidas do gene da criminalidade, só faltou citar Lombroso! Acontece que este texto que aparentemente defende os direitos humanos, na verdade defende é um sistema que condiciona direitos humanos, ele, o autor, é quem diz que a integração ou a reintegração social depende de trabalho, de qualificação profissional e etc. mas, estes são os mandos da sociedade que vivemos e que, em sua planificação como sociedade, elegeu o capitalismo movido pelo consumismo e pela produtivismo como sistema ideal para uma vida social harmônica e feliz! Esta é uma mentira! Graças a este sistema temos a pobreza e a miséria ao lado da riqueza que só existe porque faz existir a pobreza dominada e controlada. Entendo que a sociedade exige o aceite dos indivíduos que a compõem ao molde ideal onde ou se é o peão de fábrica que trabalha pelo consumo louco e constante ou se é o dono da fábrica que fica com o lucro. Em caso de resistência a este molde, surge a prisão do indivíduo, pois este, negando-se a viver numa sociedade que o obriga a uma vida detestável, irá tornar-se o oposto às estimativas desta sociedade. Paralelamente a existência desse “rebelde”, desse “ser antissocial” há a existência daquele que, mesmo sendo pobre e, por isso, pertencente a uma camada social inferior (na visão capitalista), pretende pertencer àquela classe que o domina e quer longe, pois não é portador do “tipo sanguíneo azul”, então, em razão de diversos fatores excludentes e promovidos pelas elites sociais, este indivíduo acabará num desajuste que o obrigará a buscar alternativas para alcançar aquela ascensão social, a mais provável é o cometimento de delitos. Para ambos os casos envolvendo os pobres e miseráveis e que vivem num sistema perverso como é o capitalista, as prisões acabam fazendo parte de suas vidas. Retomando: a sociedade é capitalista, consumista e produtivista, obriga, portanto, seus integrantes a encaixarem-se nos seus moldes, surgem os desencaixados, pois não são todos os seres humanos que concordam com esse modelo social, então, para estes desajustados, a sociedade reserva as providenciais prisões. Mas, o autor desse texto que defende tanto os direitos humanos acaba por reforçar esses mandos da atual sociedade e o faz de maneira espantosamente natural, para alguém tão empenhado na construção de uma sociedade justa e harmônica. Esqueceu-se da Criminologia, o tal autor! Esqueceu que, segundo esta ciência, todos somos criminosos, de uma forma ou de outra, pois o crime é humano, só existe no mundo dos humanos, ele é seu criador. Encerro, então, este meu ponto-de-vista, não sem antes sugerir que o autor deste texto recorra aos livros sempre que se propuser a elaborar textos exprimindo seus raciocínios. A não-contradição deve ser levada a sério e trabalhada impecavelmente, coisa que não se fez no referido texto daquele autor. Como ver coerência nesse texto (que para os desatentos é totalmente coerente e claro) quando vemos de uma lado a defesa aos direitos humanos e de outro a defesa dos mandos de uma sociedade que destroem os direitos humanos, os aniquilam, os subvertem? Pois, é exatamente isso que o autor conseguiu apresentar no seu texto. Há mais coisas a serem criticadas, porém, eu estaria sendo massivo se as colocasse aqui e o grande foco que eu quis dar foi em relação à contradição que o texto apresenta e com certeza obtive êxito nisso. Sem mais.

    • Marcelo, além de tergiversar o texto do autor, sua redação é muito escura. Honestamente, eu lhe pergunto: entendeu o que escreveu?

  4. …a sociedade é capitalista, consumista e produtivista, obriga, portanto, seus integrantes a encaixarem-se nos seus moldes, surgem os desencaixados, pois não são todos os seres humanos que concordam com esse modelo social, então, para estes desajustados, a sociedade reserva as providenciais prisões….
    Não entendi seu argumento!!!

  5. Concordo com seu ponto de vista,no entanto temos providencias urgentes para diminuir a violência no pais.Com certeza todos tem direitos,mas o criminoso abriu mão desse direito quando transgride a lei,
    como sociedade civilizada temos que garantir os direito dos “ignorantes” de forma a preservar nosso modelo social.Vejo que um endurecimento do código penal e politicas publicas de qualidade fariam bem este papel,o que não da, e ficar criando regalias a presidiários como “induto de natal”,”induto de dia das mães”e etc…

    • Continuo não entendendo, porquê o bandido tem tanta atenção, tantas regalias enquanto que a vítima e famílias da vítima não tem direito a nada. Até salário de 1290,00 reais eles teem direito. Onde o salário mínimo é 900,00 reais e a família da vítima não tem direito a nada.
      TA TUDO ERRADO VIU DIRETOS HUMANOS, QUEREMOS DIREITOS HUMANOS PRA OS CIDADÃOS DE BEM TAMBÉM!

  6. Para reintegrar bandidos é preciso uma alternativa que seja mais fácil e lucrativa que o mundo do crime, ou seja: não existe.
    Trabalhar um mês inteiro para ganhar um salário mínimo é para gente honesta e corajosa. Boa sorte pra quem tentar convencer um bandido de que é melhor trabalhar um mês para ganhar o que ele consegue em minutos .

  7. Quero uma sociedade onde a escola de fato eduque com qualidade. E o aluno nao chegue aa universidade como zumbi formatado. Quero para o cidadao o respeito do estado, o devido e nao migalhas e propaganda. Escola sem partido! Contribuinte como cidadao e nao um numero para idolatrar.
    A idolatria eh uma doença fomentada pela histeria, em seu primeiro momento. Depois pelo medo.

  8. “É só não matar, não roubar, não estuprar Porra,” todos sabem de quem é essa frase, curta, grossa mas resume exatamente o que o povo quer, “chega de direitos humanos para quem abre mão da humanidade e parte para o barbarismo !

  9. O autor do post argumenta levando em conta o mundo que estamos, no mundo capitalista com todas as suas complicações. Tanto os de esquerdas quanto os de direitas podem dar alguns passos juntos, isto é, há um estágio em que todos podem conviver com um certo grau de civilidade, o qual está longe dos povos que residem em países onde impera o capitalismo como o nosso. Cinco pessoas mais ricas têm mais riqueza do que 100 milhões mais pobres, o que leva à 1% ou 0.5% ter mais riqueza do que os 99% ou 99,5% da população. Os de direita podem pensar que o mundo seria melhor se 15% ou 20% tivesse mais riqueza do que os 85% ou 80% ao invés da situação atual. E isso não seria exagero. Até esse nível ambos (direita e esquerda) podem andar juntos. Eu acredito que o mundo seria melhor se 30%. Dentro desse 30% poderia haver os super-ricos. Nos anos 70 um economista inglês mostrou a distribuição de renda ou riqueza na Inglaterra. A população inteira passaria durante uma hora diante de um observador. A altura das pessoas seria proporcional a sua renda, assim a menor renda teria a altura de uma caixa de fósforo (sei lá 5 cm ?). O desfile começou, após 50 minutos começou passar pessoas na altura do queixo do observador. Nos últimos 10 segundos começaram passar pessoas com 50, 60km de altura. Veja 5 cm por 30 minutos e 60 km em 5 segundos. Muita desigualdade. O nosso país é assim em 2018.

  10. Interessante… Por este ponto de vista, Hitler, Stalin, Mao Tse Tung e tantos outros genocidas não devem ser chamados desta forma, afinal eles não nasceram genocidas.. tenha paciência.

    Relativismo medíocre…

    Ninguém é contra direitos humanos, só não é correto priorizar os esforços neste campo, para preservar a dignidade de quem não tem o minimo respeito pela vida.

    Altos consumos de maconha, sócio construtivismo e a dispensa conveniente de correntes filosóficas nos centros acadêmicos brasileiros estão definitivamente criando uma geração de retardados.

  11. “Na Suécia dá, aqui dá sim” você conhece o código penal da Suécia por acaso? Você sabe quais os crimes que são punidos na Suécia por acaso? Qual a proporção de crimes culposos e dolosos? Se os homicídios cometidos na Suécia são entre casos de família(que acredito tenha muito menos chance de reincidência) ou se são feito por organização criminosas que fazem do crime seu ganha pão? Você sabe que os direitos dos manos são os primeiros a gritarem ódio contra os evangélicos na cadeia tentando impedi-los de serem reabilitados? Você sabe que trabalho forçado no Brasil é proibido e os condenados não querem trabalhar? Você sabia que um homicida em série no Brasil passa pro regime semi-aberto em alguns anos e foge da prisão? Você sabia que o Brasil não pode prender em condenação na primeira instância? Você sabia que os direitos dos manos são os primeiros a intervir em todas as operações e investigações policiais na solução dos crimes? Você sabia que os direitos dos manos são os primeiros a ir contra reformas nas atividades policiais e aumento de verba pública dirigidas as segurança pública? Você sabia que os direitos dos manos são os primeiros a serem contra a construção de mais cadeias mesmo com um escassez de infraestrutura nessa área para preservar os direitos humanos? Você sabia que a falta de estrutura também atrapalha a reabilitação?

    Você é um retardado que quer passar de erudito na internet falando um monte de merda. Parece um pavão mostrando as penas da superioridade moral enquanto os meros e insignificantes mortais que falam “bandido bom é bandido morto” se afogam na sua latrina de imoralidade.
    Comparar situações dispares como se fossem iguais é sinal, ou de um retardado, ou de uma mente doente. E ainda por cima ignora todo ativismo político dos direitos dos manos contra as atividades policiais e especialização policial, porque, de acordo com eles, não queremos um “Estado Policial”.

    Fique com meu mais alto foda-se pra seus pseudo argumentos e pros diretos dos manos que odeiam segurança pública.

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*