Bob Fernandes/Acabou, moralmente, “Temer 44”, governo que nem deveria ter começado

Jornal da Gazeta

Publicado em 12 de dez de 2016

Acabou, ao menos moralmente, governo que nem deveria ter começado. Claudio Melo Filho, da Odebrecht, delatou 51 políticos de 11 partidos.

Temer citado 44 vezes. (Ou seriam 43?) Segundo a delação, ele e entorno negociaram propina dentro do Palácio do Jaburu.

Temer, Jucá, Moreira, Padilha, Renan, Cunha, Geddel, Eunício… Fora outros PMDBs, só a chamada “Turma do Pudim” teve 392 citações.

Citados os presidenciáveis do PSDB: Alckmin, Aécio, Serra. Além do talvez ministro, Imbassay, e ainda menores.

Do PT, entre vários, citados diretamente Palocci, Wagner, Lindbergh…
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No DEM, os Maia presidentes da Câmara e do partido, Rodrigo e Agripino, e Aleluia. E PSB, PC do B, PTB, PP…
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Há quem festeje ausências de Dilma e Lula, que segue líder nas pesquisas, e suas campanhas…

…Prematuro, o festejo. Essa é só a primeira de 77 delações da Odebrecht. Incluídas as da família.

Como aqui alertado há anos, a corrupção partidária, eleitoral, empresarial, e não apenas, é Sistêmica.

Não sabia quem não tem como saber. Ou quem por escolha, “esperteza” ou ódio doentio fingia não saber.

No Ministério Público, Judiciário, PF, nas agências e redações, já na portaria se sabe. Sempre se soube como são feitas campanhas e Caixas.

Isso é só delação. Falta investigar e provar para condenar. Mas brotam conclusões óbvias.

Uma delas, o espetáculo de hipocrisia e cinismo. De muitos dos envolvidos nesses últimos 11 anos de ácidos debates sobre corrupção.

A delação carrega outra gravidade extremada. O vazamento sistemático, parcial e dirigido, há anos.

Estratégia da Lava Jato. Que há anos tem o DNA disso tudo nos computadores e dados… E fez suas escolhas.

Gravíssimo porque assim se criou clima em que qualquer delação, citação, é condenação antecipada.

Do delatado e da Política como um todo. E a desqualificação total da Política é caminho para escuridão.

Num país de 206 milhões de pessoas agora espalham o “Não tem Saída”.

“Não tem Saída” é discurso imposto pelos que querem indicar, eleger, controlar, ser ” A Saída”. Para manter o Poder. O Poder real.

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