Greve Geral para barrar o desmonte do serviço público e a retirada de direitos

A agenda de retrocessos sociais defendida cotidianamente por Temer e seus ministros tramita a passos largos no Congresso Nacional.

16 de setembro de 2016

Greve-Geral Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Alçado ao comando do país por meio de um golpe, perpetrado pelo grande capital e suas conexões na mídia, em setores do judiciário, no congresso e nos centros do império, Temer se esforça para mostrar aos donos do dinheiro e do poder de que é capaz de entregar tudo o que prometeu para se viabilizar como “presidente da república”. Por isso, o Fora Temer é uma necessidade que a cada dia vai sendo sentida por amplas camadas da sociedade.

O grande capital exige: desmonte do serviço público (PEC 241, PLP 257, PLS 204 etc.), entrega do pré-sal, privatizações, fim do acesso à aposentadoria, extinção dos direitos trabalhistas garantidos pela Constituição, terceirização geral e irrestrita, jornada de trabalho de até 12 horas diárias.

Diante da gravidade da situação, a Executiva Nacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora resolve:

1 – aproveitar o período de eleições municipais para orientar: nenhum voto em candidatos, partidos ou grupos políticos que apoiam a agenda de desmonte do Estado e a extinção dos direitos sociais;

2 – manter e ampliar o diálogo com as demais centrais, entidades e movimentos na construção da mais ampla unidade visando barrar os retrocessos e defender os direitos sociais, trabalhistas, previdenciários e humanos;

3 – somar esforços nas paralisações e manifestações no dia 22/09, nas mais diversas categorias. As ações no dia 22 (também do dia 29, para alguns setores) servirão para alavancar o processo que deve culminar numa grande greve geral no próximo período. É preciso parar a produção e a circulação na defesa dos interesses da classe trabalhadora e da maioria do povo brasileiro;

4 – participar das atividades convocadas pela Frente Povo Sem Medo. Além de apoiar e defender os eixos de luta da Frente, devemos estimular o diálogo com a juventude e demais setores que se manifestam nas ruas, fortalecendo a construção da greve geral e a mais ampla resistência social a agenda do grande capital;

5 – construir ações nos Estados e regiões, com foco nas representações do governo federal e sobre os deputados federais e senadores. Além das ações nas regiões, a luta contra os retrocessos exigirá forte pressão sobre o congresso, exigindo dos parlamentares um posicionamento contrário aos projetos que atacam a classe trabalhadora, o serviço público e a soberania nacional.

São Paulo, 15 de setembro de 2016

Executiva Nacional
Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Greve Geral para barrar o desmonte do serviço público e a retirada de direitos

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