Sobre discursos e Patos… Bolsonaro, PMDB, PSDB, PT, DEM, empresários & escândalos

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Jornal da Gazeta

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Publicado em 29 de jun de 2016

A correia de transmissão da Politica é o discurso. Discurso nos palanques, encontros…

…Discurso nas mídias, onde se constrói ou se desconstrói como mostram exemplos do hoje e do ontem…

Bolsonaro agora é réu no Supremo, acusado de “incentivo ao estupro”. E investigado no conselho de ética da câmara por quebra do decoro ao homenagear o torturador Ulstra.

Por ora mudou o tom do discurso do deputado, que já defendeu nova ditadura e “morte de uns 30 mil”. Discursa Bolsonaro agora:

-…Apelo humildemente aos ministros do Supremo…

Há um ano, num restaurante, Danilo Amaral, debochou do ex-ministro Padilha e do “Programa Mais Médicos”. Danilo, então, discursou: “Nós, otários…”

Agora Danilo está nas páginas policiais, citado na delação da família Machado. Como sócio da empresa Trindade, que teria recebido R$ 30 milhões no “Petrolão”.

Por décadas PT e seus líderes discursaram contra a “roubalheira” do PMDB, PSDB, e em favor da ética… Quanto à ética, deu no que deu…

Nascida na farsa do discurso anticorrupção, a Ditadura cairia marcada pela violência, e pela corrupção.

Combatente contra a Ditadura, do MDB nasceria o PMDB de Quércia, Newtão Cardoso, Barbalhos, Sarneys, Renans e Cunha, entre tantas Temeridades…

Discursos contra os “ladrões do PMDB” embalaram a dissidência do partido que se transformaria no PSDB… O Partido que compraria a reeleição, entre tantos outros feitos.

E os discursos éticos do DEM do Agripino, do Paulinho da Força…? E as manchetes com discursos de personagens de manchetes policiais?

Júlio Plácido, sócio da J2A Eventos, manifestante recente, discursava em posts. Pregava o assassinato de Haddad, Lula, e chamava Dilma de “Vaca”…

…Plácido agora acusado no escândalo da Lei Rouanet.

Nos anos 70 um livro/panfleto se tornaria clássico nos enfrentamentos; inescapáveis em tempos de ditaduras.

O panfleto radiografava o discurso dos personagens de Walt Disney e chamava-se “Para ler o Pato Donald”.

Diante dos discursos do hoje, talvez seja a hora da paródia… “Para ler O Pato e os Patos”.

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