Nossa homenagem a Waldemar Rossi – PRESENTE

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O Velório de Waldemar Rossi vai ser na Quadra dos Metrôviários neste dia 5 de maio ( Rua Serra do Japi, 31) no Tatuapé das 7 até as 12 ,de lá sai em cortejo até a catedral da Sé onde às 14h ocorrerá Misssa de corpo Presente com D. Angelico e as 16 h sai em cortejo que vai até Crematório da vila alpina

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Homenagem de Waldemar Rossi a Plinio de Arruda Sampaio

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Para Waldemar Rossi, o atual Congresso não tem interesse em promover reforma política

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Para falar sobre o atual sistema político, o Jornal GGN entrevistou uma das principais referências do movimento de oposição sindical durante a ditadura militar brasileira, Waldemar Rossi, membro da Coordenação da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo. Rossi é um árduo crítico ao sistema vigente. Para ele, a minirreforma eleitoral que tramita no Congresso Nacional é “inócua”.

Jornal GNN – Questionado sobre as propostas de aperfeiçoamento do sistema eleitoral, Waldemar Rossi, o ex-integrante da Comissão de Justiça e Paz junto com o Cardeal D. Paulo Evaristo Arns, engrossou o coro daqueles que olham o Parlamento com preocupação. “Não se pode acreditar que uma reforma política subordinada a um Congresso Nacional marcado pela corrupção e pelo fisiologismo dos seus membros, cujos parlamentares tiveram suas campanhas eleitorais financiadas pelo poder econômico, possa promover mudanças estruturais que venham resolver os graves problemas que afetam a vida nacional”, avalia Rossi.

Para Rossi, a única via possível para aprovação de uma reforma política será a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte Popular, sem a participação de qualquer dos membros do Congresso Nacional, do Executivo ou mesmo das instâncias superiores do Judiciário. “Uma primeira etapa poderia ser a formação de Conselhos Populares Deliberativos para encaminhar à referida Assembleia Constituinte Popular, uma vez que os eleitos no atual modelo político não merecem a menor confiança do povo”, ponderou Rossi.

Para o representante da Pastoral Operária, trata-se de criar um novo modelo político, baseado em parâmetros rigorosamente diferentes dos parâmetros vigentes. “O atual Congresso não tem competência nem interesse em promover porque iria contra seus privilégios e mesquinhez”, advertiu.

Quanto aos inúmeros projetos sobre reforma política que não caminham no Parlamento, Rossi é categórico em dizer que nenhuma delas contempla os interesses fisiológicos dos eleitos, contrariando, inclusive os interesses dos capitais nacional e internacional. “Se qualquer dessas propostas entrar em discussão nas duas casas do Congresso, será profundamente desfigurada, como sói acontecer com tantos outros projetos de interesse popular”, afirma.

Sobre os projetos que estão na ordem do dia no Congresso Nacional, como a minirreforma eleitoral, para ele a proposta não tem efeito prático para aquilo que se espera para uma reforma política. “Não há muito a comentar porque, como todos os demais projetos, mexe apenas nas aparências, podendo favorecer uns ou outros, mas não representa mudanças estruturais. Assim, considero-a inócua”, criticou.

Financiamento de campanha

Waldemar é cético à proposta de financiamento de campanha, porque “o sistema está sempre condicionado aos interesses do capital, porque esta é a lógica do Estado. Sem mudança radical na estrutura do próprio Estado, sempre prevalecerão os interesses dos poderosos, dos proprietários de terras, de bancos, de indústrias, de comércio”, adverte. “Assim, qualquer mudança que eventualmente vier a acontecer, nada mais será que mudança do verniz”, critica o representante da Pastoral Operária.

Rossi é crítico em relação à adoção de listas partidárias preordenadas para as eleições.  “A quem, de fato, interessa a adoção de tais listas? Ao povo? E em que as listas mudariam estrutura do sistema eleitoral e partidário? Em nada, a não ser nas aparências e nos interesses de poder reinantes nos partidos políticos. Pior ainda, perpetuariam os paus mandados dos chefes políticos e tirariam o que resta do verdadeiro direito de escolha popular”, recrimina.

Rossi não acredita que a destinação do tempo de propaganda para ações afirmativas, dentro do sistema atual, irá dar voz de fato aos setores sub-representados. “Alguém ainda acredita no que os partidos e seus políticos dizem ou podem dizer nas propagandas políticas? Todos eles falam de coisas bonitas e de interesse do povo, mas não a praticam. Todos fazem propaganda afirmativa. Como não há punição para a mentira oficial, continuam e continuarão a mentir, qualquer que seja o teor exigido da propaganda e seu tempo de aplicação”, pondera.

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http://jornalggn.com.br/noticia/para-waldemar-rossi-o-atual-congresso-nao-tem-interesse-em-promover-reforma-politica

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WALDEMAR ROSSI no programa ‘QUINTAS RESISTENTES’ do NPC

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