“Nosso povo aprecia a democracia, saberá impedir qualquer retrocesso”, afirma Dilma na ONU

Em um discurso sutil, mas não menos contundente, a presidente Dilma Rousseff reafirmou agora a pouco na tribuna da assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne chefes de Estado do mundo todo em Nova York, sua confiança no povo brasileiro, para barrar o golpe em curso no Brasil. “Nosso povo aprecia a democracia, saberá impedir qualquer retrocesso.”

Lúcia Rodrigues

Por Lúcia Rodrigues, Caros Amigos   –   22 ABRIL 2016

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Para a desembargadora e ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia, Kenarik Boujikian, Dilma acertou no discurso. “Embora pareça suscinto, deu o recado que tinha de dar para os chefes de Estado presentes. Eles sabem o que está acontecendo no Brasil”, enfatiza a magistrada.

Kenarik considera que Dilma também acertou ao centrar sua fala no Acordo de Paris, que visa enfrentar as mudanças climáticas que estão ocorrendo no planeta, por ser o centro do encontro. “O foco principal tinha de ser no acordo que será assinado, hoje, Dia da Terra.”

Antes da presidente, falaram os chefes de Estado da França, François Hollande, do Peru, Ollanta Humala, do Congo e da Bolívia, Evo Morales, que chegou a pedir o fim do capitalismo. “Há que se erradicar o sistema capitalista”, alfinetou o boliviano, ao ressaltar que a terra não é uma mercadoria que deva ser negociada no mercado de carbono.

 

 

Não à desigualdade 

Dilma frisou, para uma plateia lotada de chefes de Estado, que é preciso combater a desigualdade social. “Sem a redução da pobreza, da desigualdade, não será possível enfrentar a mudança do clima.”

Ela defendeu a ampliação do financiamento para o combate ao câmbio climático e antecipou que o país trabalha com a meta de redução do desmatamento na Floresta Amazônica a zero. “Alcançaremos o desmatamento zero na Amazônia.”

A presidente também ressaltou o papel desempenhado pelo Brasil na luta contra as alterações climáticas. “Tenho orgulho da nossa contribuição… Meu governo tem metas ambiciosas e ousadas… porque sabe que (isso) recai sobre as populações mais vulneráveis.”

Para a desembargadora kenarik, Dilma agiu como uma estadista na assembleia da ONU.

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http://carosamigos.com.br/index.php/politica/6493-dilma-na-onu

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manifestação 18

 

 

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