DOAÇÕES DE CAMPANHA: QUEM PAGA A BANDA, ESCOLHE A MÚSICA

Nesta semana, a delação de executivos da empreiteira Andrade Gutierrez trouxe à tona um debate importante: a existência de pagamento de propinas através de doações legais de campanha.

Chico Alencar    –   10 de abril de 2016

O PSOL há muito tempo denuncia a relação imoral – para dizer o mínimo – que o financiamento empresarial de campanha impôs ao nosso sistema político. O cidadão vota acreditando que aquele candidato irá representar os interesses de uma maioria, porém quando eleitos muitos políticos fazem valer tão somente seus compromissos com os seus financiadores.

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Mesmo feito de forma legal, será que não há imoralidade neste tipo de relação? Ou seja, será que não é condenável o sujeito quando candidato pedir voto para representar o povo e quando eleito fazer valer somente os interesses do grande capital que lhe financia?
Este tipo de relação é o que predomina na política brasileira hoje. Felizmente, o STF proibiu o financiamento empresarial diretamente aos candidatos. Mas é preciso ir muito mais a fundo neste problema.

O PSol proíbe em seu estatuto o recebimento de doações de campanha vindas de empreiteiras, por exemplo.

É preciso inverter os valores, revolucionar o fazer político. Para isso, só com muita participação cidadã.

Informe-se, fiscalize, mobilize-se. Veja o gráfico abaixo sobre as doações da Andrade Gutierrez na campanha passada e reflita.

#EquipeChico

doações da Andrade Gutierrez
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