Monthly Archives: dezembro 2011

São Paulo é o 2º pior centro urbano em saúde e segurança

Pesquisa avaliou 25 centros do mundo; cidade só perde para Johannesburgo e Mumbai

A cidade de São Paulo é o segundo pior centro urbano avaliado no quesito saúde e segurança, a terceira pior em transporte e infraestrutura e a quarta pior em desenvolvimento de capital intelectual e inovação, segundo a quarta edição do estudo Cidades de Oportunidades, da consultoria PwC (PricewaterhouseCoopers). A classificação, que inclui outros 25 centros urbanos do mundo e avalia infraestrutura, atividade econômica e aspectos socioambientais. A única categoria em que a cidade brasileira está entre o grupo mais desenvolvido é a de sustentabilidade.

O estudo analisou dados de entidades internacionais, como FMI (Fundo Monetário Internacional) e Bird (Banco Mundial), e informações da administração das 26 cidades analisadas. A partir de dez indicadores compostos por 66 variáveis, o estudo elaborou pela primeira vez um ranking geral, que é liderado por Nova York. Logo atrás, aparecem Toronto, San Francisco, Estocolmo e Sydney. Na ponta de baixo da classificação, estão Santiago (22.º), Istambul (23.º), São Paulo (24.º), Johannesburgo (25.º) e, por último, Mumbai (26.º).

Entre os dez critérios analisados, São Paulo apresentou desempenho baixo em oito. Foi classificado como médio em demografia e qualidade de vida (15.ª posição), que mede, entre outras variáveis, satisfação com a vida, conforto térmico e habitação. Além disso, São Paulo aparece em oitavo lugar no quesito sustentabilidade, com alta avaliação, puxado por boas notas em consumo de energia renovável e emissões de carbono.

No critério custo de vida, São Paulo ficou em 25.º lugar; em prontidão tecnológica, 21.º; influência econômica, 21.º; facilidade de fazer negócios, 23.º; e estilo de vida, 20.º

Fonte R7

Abaixo assinado

Abaixo-assinado Para que o Congresso Nacional instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as denúncias apresentadas pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr

Click para assinar.

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N17930

Charge

Notícias diárias comentadas sobre a dívida – 22.12.2011

A Folha Online mostra a aprovação do Orçamento para 2012, pelo Congresso Nacional. A proposta prevê a destinação de R$ 1,014 trilhão para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública no ano que vem, o que representa 47,19% de todo o orçamento. Enquanto isso, serão destinados apenas 18,22% para a Previdência Social, 3,98% para a saúde, 3,18% para a Educação, e 0,25% para a Reforma Agrária, conforme se vê no gráfico a seguir.

(veja o quadro com maior definição no link da fonte)

Apesar de grande mobilização dos aposentados (reivindicando aumento real para as aposentadorias maiores que um salário mínimo) e dos servidores públicos do Judiciário (pela recomposição de perdas inflacionárias), o governo não acatou nenhum destes pleitos, alegando “falta de recursos” e a crise internacional. Desta forma, o governo “combate” a crise da mesma forma que os países do Norte: cortando gastos sociais para salvar o setor financeiro.

A extrema intransigência da Presidente Dilma gerou revolta entre os parlamentares da própria base do governo. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) chegou a executar uma manobra de “obstrução”, por meio do pedido de verificação de quorum, o que faria a sessão se encerrar, e a votação do orçamento ser adiada para o ano que vem. Porém, diante da pressão da base do governo, Paulo Pereira aceitou retirar o pedido de verificação, aceitando em troca apenas a promessa do governo de que irá negociar tais pleitos, além da mera troca do negociador do governo (Duvanier Ferreira seria substituído pela Secretária da Ministra do Planejamento, ou pelo Ministro Gilberto Carvalho). Ou seja: na prática, nada garante que haja um aumento nos recursos para os aposentados ou servidores públicos.

As aposentadorias no valor de um salário mínimo receberão um aumento real, equivalente aos 7,53% aplicados ao salário mínimo. Apesar do governo festejar este aumento, cabe ressaltar que, desta forma, o governo Dilma acumulará, em seus dois primeiros anos, um aumento real médio anual de 3,4%, inferior até mesmo à média de FHC. Continuando-se nesta média anual, serão necessários 37 anos para se chegar aos R$ 2.349,26 exigidos pelo art. 7º, IV da Constituição, que garante um salário que garanta “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.

Outras notícias importantes de hoje – dos jornais Estado de São Paulo e Correio Braziliense – mostram o crescimento brutal do endividamento devido às altas taxas de juros, e também à emissão de mais títulos da dívida para a obtenção de recursos – aos maiores juros do mundo – para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) emprestar a empresas privadas cobrando taxas bem menores.

Finalmente, no plano externo, é interessante destacar também duas notícias – dos jornais Valor Econômico e O Globo – que mostram os privilégios dos bancos, que são salvos pelo estado com dinheiro público. Enquanto o primeiro traz artigo de um ex-economista chefe do FMI, reconhecendo que os bancos privados foram salvos às custas do Estado, o segundo mostra a ajuda de meio trilhão de euros do Banco Central Europeu aos bancos privados, a juros de 1% ao ano, para que estes bancos emprestem aos países, ganhando taxas de juros 5 vezes maiores, ou seja, ganhando às custas do povo.

Fonte: http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2011-12-21.1595011869/document_view

6ª economia ???

Meia-entrada por inteiro

A votação do Estatuto da Juventude vem ganhando nos últimos dias contornos de novela. De um lado a juventude brasileira, ávida por ampliação de direitos. Do outro os grandes produtores culturais, receosos de verem reduzidos seus lucros. No meio de tudo isso, o debate sobre o financiamento das entidades estudantis.

Raphael Sodré

Meia-entrada

Em tramitação no Senado, o projeto de lei veio aprovado da câmara com um sentido geral de reconhecimento do jovem como sujeito de direitos, bem como das especificidades juvenis. No entanto, chegou carregado de polêmicas: meio-passe interestadual, percentual do Fundo Nacional de Cultura para jovens e a mais sentida, a meia-entrada para estudantes. Neste ponto cabe um registro: o relatório final aprovado da deputada Manuela D’ávila (PCdoB-RS) ignora os 17 milhões de jovens que não estão nas escolas ou universidades e garante apenas a estudantes o benefício, não entendendo a juventude como uma etapa de formação de valores e de vulnerabilidade financeira.

Indo para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o projeto recebeu a relatoria de Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que ainda não concluiu os trabalhos. O projeto deveria ter sido votado no dia 07 de dezembro, mas a inexistência de acordo para aprovação resultou em atraso. A juventude ganhou com isso uma oportunidade de ouro: poderá encaminhar as resoluções da 2ª Conferência Nacional de Juventude, que acontecerá entre os dias 09 e 11 de dezembro, para subsidiar o relatório.

Entretanto, um dos empecilhos para o projeto ser aprovado com as conquistas ratificadas na câmara ou até mesmo ampliando-as é a posição da direção majoritária da UNE. Na defesa corporativa dos interesses financeiros da entidade, um acordo de bastidores está sendo operado com os produtores culturais: restringir-se-ia a quantidade de meia-entradas a uma quota de 40% do total de ingressos em troca do monopólio da emissão das carteiras estudantis. Isso significa garantir à Une/Ubes uma fonte de financiamento gigantesca, nem um pouco transparente e bastante antidemocrática, já que obriga o estudante a pagar por um direito. Por outro lado, limita o direito: só uma parcela dos jovens teria meia-entrada, aqueles que primeiro comprarem o ingresso e que tiverem a carteira das entidades nacionais. Para exemplificar, um grêmio estudantil em uma cidade do interior do país sem contato com o movimento estudantil nacional (o que, diga-se de passagem, é uma regra) não poderia ter reconhecido o direito a meia-entrada daqueles que representa? Fica ainda outro questionamento: quem fiscalizaria o cumprimento das quotas? Haveria fiscais em cada sala de cinema, porta de teatro, entrada de apresentações? No afã do lucro fácil quantos locais não atingiriam a quota estabelecida?

É fato que não podemos permanecer na atual situação de inexistência (teórica ou prática) de meia-entrada em muitos locais do país, mas a maneira de enfrentá-la não é restringindo o direito, e sim o ampliando. O caminho deve ser a extensão do benefício a toda a juventude. Também o Estado brasileiro deve pagar sua parte da fatura com subsídio aos pequenos produtores culturais, impedindo que sofram prejuízo com a medida. Caso o projeto seja aprovado como veio da câmara, daremos também um passo importante, ainda que incompleto. O que não aceitaremos, em hipótese alguma, é recuo ou diminuição de direitos.

Raphael Sodré é estudante de Direito da Universidade Federal do Espírito Santo, militante da juventude do PSOL, do campo Contraponto e 1º Diretor de Políticas Educacionais da UNE eleito pela oposição de esquerda

Fonte: http://www.socialismo.org.br/

Salário do professor no Brasil é o 3º pior do mundo.

O professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários.

É o que mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) divulgada ontem, em Genebra, na Suíça. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia.

Um brasileiro em início de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os professores das escolas públicas. Além disso, o valor foi estipulado antes da recente desvalorização do real diante do dólar. Hoje, esse resultado seria ainda pior, pelo menos em relação à moeda americana.

Na Alemanha, um professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suíços. Na Coréia, os professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.

Com os baixos salários oferecidos no Brasil, poucos jovens acabam seguindo a carreira. Outro problema é que professores com alto nível de educação acabam deixando a profissão em busca de melhores salários.

O estudo mostra que, no País, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.

A OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro. Por que há tanta diferença?

Fonte: http://www.cnte.org.br/

Deputados do PT que não assinaram a CPI da Privataria

Por Osvaldo Ferreira

Deputados do PT (?), que NÃO assinaram o pedido de CPI da Privatização Tucana. E que portanto, devem explicações aos seus eleitores!

BENEDITA DA SILVA PT RJ – dep.beneditadasilva@camara.gov.br
CÂNDIDO VACCAREZZA PT SP – dep.candidovaccarezza@camara.gov.br (líder do governo Dilma)
CARLINHOS ALMEIDA PT SP – dep.carlinhosalmeida@camara.gov.br
DALVA FIGUEIREDO PT AP – dep.dalvafigueiredo@camara.gov.br
DÉCIO LIMA PT SC – dep.deciolima@camara.gov.br
EDSON SANTOS PT RJ – dep.edsonsantos@camara.gov.br
GILMAR MACHADO PT – MG dep.gilmarmachado@camara.gov.br
JESUS RODRIGUES PT PI – dep.jesusrodrigues@camara.gov.br
JILMAR TATTO PT SP – dep.jilmartatto@camara.gov.br
JOSÉ AIRTON PT CE – dep.joseairton@camara.gov.br
MARCO MAIA PT RS – dep.marcomaia@camara.gov.br (presidente da Câmara)
MIGUEL CORRÊA PT MG – dep.miguelcorrea@camara.gov.br
ODAIR CUNHA PT MG dep.odaircunha@camara.gov.br
PAULO TEIXEIRA PT SP dep.pauloteixeira@camara.gov.br
PEDRO EUGÊNIO PT PE dep.pedroeugenio@camara.gov.br
RUI COSTA PT BA dep.ruicosta@camara.gov.br
SÉRGIO BARRADAS CARNEIRO PT BA dep.sergiobarradascarneiro@camara.gov.br
ZECA DIRCEU PT PR dep.zecadirceu@camara.gov.brD

Fonte: http://www.advivo.com.br/

Carta dos ameaçados de morte do sul e sudeste do Pará

CARTA ÀS AUTORIDADES

Nós, trabalhadores e trabalhadoras rurais, ameaçados de morte e vivendo em situação de risco nas regiões sul e sudeste do Pará, reunidos em um encontro em Marabá, nos dias 09 e 10 do mês corrente, para avaliar nossa situação, nos dirigimos às autoridades estaduais e federais para expor nossas preocupações e apresentar nossas reivindicações.

Constatamos que a situação é grave, apenas nas regiões sul e sudeste, são mais de 40 lideranças em situação de risco em razão das ameaças e, em 2011, já ocorreram 10 assassinatos de trabalhadores rurais nessas regiões. As ameaças, infelizmente, em muitos casos, acabam se cumprindo resultando no assassinato de muitos camponeses.

A falência do INCRA e da Reforma Agrária é a principal causa geradora das ameaças, e por consequência das mortes. Processos de desapropriação ou arrecadação de terras públicas se arrastam por décadas, desencadeando conflitos graves e expondo os trabalhadores e suas lideranças à ação criminosa de pistoleiros a mando de fazendeiros e madeireiros. Em 2011, nenhuma fazenda foi desapropriada e nenhum assentamento foi criado nas regiões sul e sudeste. São mais de 10 mil famílias aguardando serem assentadas, enfrentando todas as formas de violência.

A inoperância do IBAMA e da Polícia Federal em coibir e penalizar a extração ilegal de madeira e a produção ilegal de carvão é um incentivo à continuidade das ameaças e das mortes. O assassinato de José Cláudio e Maria em Nova Ipixuna no último dia 24 de maio é um exemplo disso.

A impunidade promovida pela segurança pública e pelo poder judiciário constitui elemento incentivador para a continuidade dos crimes. As ameaças, geralmente, não são investigadas, a investigação e identificação dos autores dos crimes contra os trabalhadores sempre ficam pela metade e a conclusão dos processos criminais e consequente condenação dos responsáveis pelos crimes dificilmente acontece. Os processos se arrastam por 5, 10 e até 20 anos e muitos deles acabam prescrevendo.

Frente à situação exposta reivindicamos das autoridades:

1 – Maior agilidade do INCRA nos processos de arrecadação de terras públicas e desapropriação de latifúndios improdutivos para que os conflitos sejam mais rapidamente solucionados;

2 – A investigação de todas as ameaças registradas nas Delegacias de Polícia por parte de trabalhadores e lideranças ameaçadas;

3 – Investigação por parte das corregedorias de polícia e da Comissão de Combate à Violência no Campo, das ilegalidades e arbitrariedades cometidas por policias civis e militares nos acampamentos e assentamentos;

4 – Fiscalização por parte do IBAMA da extração ilegal de madeira, desmatamentos ilegais e produção ilegal de carvão nas áreas ocupadas e nos assentamentos e investigação da Polícia Federal e Ministério Público Federal dos crimes ambientais e agrários cometidos por madeireiros e fazendeiros;

5 – Fortalecimento do Programa de Defensores de Direitos Humanos, para que este tenha condições de monitorar a situação dos ameaçados, acompanhar a apuração das ameaças e garantir seguranças para as pessoas em situação de risco;

6 – Implantação de um posto temporário da Força Nacional no Projeto de Assentamento Agro-extrativista em Nova Ipixuna, considerando a ofensiva de madeireiros, grileiros e produtores de carvão ilegal e a situação de ameaças aos familiares de José Cláudio e Maria, especialmente, Laiza Sampaio;

7 – Prorrogação da Proteção feita pela Força Nacional às lideranças e trabalhadores dos ameaçados.

Marabá, 12 de dezembro de 2011.

Fonte: http://pontodepauta.wordpress.com/

Alguns números de nossas cidades…

Em uma entrevista à Revista Desafios do Desenvolvimento (publicação do IPEA) concedida pela urbanista e Profa. Ermínia Maricato sobre as nossas cidades, alguns números que ela apresenta são alarmantes. Por exemplo:

Em dez metrópoles brasileiras, 38% das viagens são feitas a pé. Isso significa que muitas pessoas não saem do bairro da periferia. É o chamado exílio da periferia. Em Salvador, apenas 8% da população anda de automóvel.

Outro exemplo que interfere diretamente na qualidade de vida de nossas cidades é que a indústria automobilística passou de 13% do Produto Interno Bruto em 1999, para 19,8% em 2009. Eles são responsáveis por 83% dos acidentes e por 76% da poluição.

Com base no censo de 2010, observa-se que a área de São Paulo, onde a ocupação mais aumentou é a de proteção de mananciais. Em 2010, o preço dos terrenos se levou em 50% e o de imóveis usados em 30%. Por quê? Porque houve uma entrada de recursos financeiros sem mudança na base fundiária.

Portanto, a terra é o nó górdio da questão urbana e rural num país patrimonialista como o nosso, não seria radical afirmar, como fizeram os países centrais, assegurar a todos cidadãos um padrão mais distributivo da propriedade, caso contrário, estaremos construindo o caos.

Fonte: http://www.alemdeeconomia.com.br/

Setor bancário é o mais lucrativo do país até agora em 2011, diz consultoria

O setor bancário é o que acumulou o maior volume de lucros – R$ 37,2 bilhões – da economia brasileira nos nove primeiros meses de 2011, estima a consultoria Economática em relatório divulgado nesta terça.

O setor, representado por 23 empresas, aumentou seus lucros em 17% em comparação com o mesmo período no ano passado.

O segundo setor com o maior volume de lucros (R$ 29,5 bilhões) é o da mineração – puxado pela Vale, a empresa mais lucrativa dos nove primeiros meses do ano. Em terceiro lugar ficou o mercado de petróleo e gás, com R$ 28,3 bilhões em lucros.

Dos 25 setores analisados pela Economática, dois apresentaram prejuízos: o de papel e celulose e o de eletrônicos.

O relatório leva em consideração o lucro gerado pelas empresas de capital aberto entre janeiro e setembro. Os valores considerados são nominais, ou seja, não são atualizados pela inflação.

Fonte:http://www.bbc.co.uk/

Denúncias de trabalho escravo crescem em 2011, diz Pastoral da Terra

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) indica que o número de conflitos no campo caiu 12% este ano – de 777 casos no ano passado para 686 em 2011. A quantidade de denúncias de trabalho escravo no país, entretanto, aumentou, principalmente, em Mato Grosso do Sul, no Pará e em Goiás. Enquanto no ano passado foram registradas 177 denúncias, este ano o número chegou a 218.

Os dados fazem parte do relatório Conflitos no Campo Brasil 2011 e se referem ao período de janeiro a setembro. De acordo com os dados, o número de pessoas envolvidas nas denúncias de trabalho escravo subiu de 3.854, em 2010, para 3.882, em 2011. Só a Região Centro-Oeste concentrou quase 50% dos trabalhadores resgatados – 1.914 pessoas.Em Mato Grosso do Sul, foram registrados 1.322 trabalhadores em situação de trabalho escravo.

O documento examina a violência rural sob três aspectos: conflitos de terra, conflitos trabalhistas e conflitos pela água. Pelo levantamento, houve 439 conflitos por questões agrárias neste ano, enquanto em 2010 foram registrados 535. Já os conflitos por água caíram para 29 registros, em 2011, enquanto em 2010 foram 65 casos. Os dados mais alarmantes se referem aos conflitos trabalhistas, registrando aumento de 23% nas denúncias de trabalho escravo.

A coordenadora nacional da Comissão Pastoral da Terra, Isolete Wichinieski, disse que o aumento no número de casos de trabalho escravo ocorre devido ao estímulo que as pessoas têm recebido para denunciar.

“A sociedade está colaborando mais, as denúncias cresceram e isso é muito importante para combater os crimes no campo”, alertou a coordenadora. “[Mas é necessário] melhorar as condições de trabalho na área rural, só assim os conflitos serão reduzidos.”

Da Agência Brasil

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/

SP tem 28 assassinados a cada dez dias; veja radar da violência

ANDRÉ MONTEIRO

O número de vítimas de homicídio na cidade de São Paulo chegou a 855 desde o início do ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria da Segurança Pública.

Número de homicídios em SP sobe 4,5% em outubro

As estatísticas, que consideram as ocorrências registradas até outubro, mostram que 28 pessoas são assassinadas a cada dez dias, em média.

As mortes estão concentradas nos distritos policiais do Parque Santo Antônio (47), Campo Limpo (45) e Capão Redondo (37), na zona sul, região historicamente violenta que já foi chamada de “triângulo da morte”.

Editoria de Arte/Folhapress

Clique e compare as informações sobre a violência na cidade de São Paulo

Apenas três delegacias não registraram nenhuma vítima de homicídio até outubro: 31º DP (Vila Carrão), 57º DP (Parque da Mooca) e 99º DP (Campo Grande).

A diferença do total de vítimas em relação ao número de ocorrências registradas dos 93 DPs da cidade –800– ocorre porque a polícia unifica os registros de casos com mais de uma morte. Uma chacina com três mortos, por exemplo, é anotada como uma única ocorrência.

Além disso, 12 assassinatos foram registrados em delegacias especializadas.

AUMENTO

Ao divulgar os dados, a secretaria comparou os casos de violência dos primeiros dez meses de 2011 com os do mesmo período de 2010. Nesta comparação, os números de homicídios diminuíram.

Pelos dados da secretaria, o número de homicídios dolosos no Estado, nos primeiros dez meses de 2011, caiu 4,2% Foram 3.569 casos em 2010 para 3.419 em 2011 –150 casos a menos. A avaliação, porém, não considera o número de vítimas, que neste ano ficou em 3.594. O número de 2010 não foi divulgado.

Outra avaliação possível de ser feita é em relação apenas a outubro de 2010 e 2011. Na comparação, houve aumento de 16 casos, de 351 para 367 –aumento de 4,5%

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

Marcha de 700 com morte simbólica protesta em São Paulo contra Belo Monte

Por Xingu Vivo

Em mais um dia de protestos autogestionados contra a hidrelétrica de Belo Monte, várias cidades foram às ruas neste sábado, 17. Em São Paulo, onde o ato reuniu cerca de 700 pessoas, a manifestação durou mais de cinco horas e, a partir da concentração no vão livre do Museu de Artes de São Paulo (MASP), percorreu a natalina avenida Paulista e a rua Augusta, desembocando na Praça da República, no centro da cidade.

Liderada por grupos indígenas kalapalo e guarani, a marcha paulistana teve alguns pontos altos. No cruzamento entre a Paulista e a Augusta, os manifestantes interromperam o transito com uma enorme faixa confeccionada pelo grafiteiro Mundano, e um grande plástico azul, pintado com peixes prateados, foi estendido na rua para simbolizar o rio Xingu. Por dez minutos mágicos, guerreiros kalapalo deixaram de lado a guerra e crianças guarani esqueceram a timidez, para simplesmente brincar.

A brincadeira acabou abruptamente quando os megafones da manifestação começaram a soar suas sirenes. Em 20 segundos, a rua se cobriu de corpos caídos, e várias figuras vestidas de morte desenhavam seus contornos no asfalto; porque a alegria não resiste onde a mão do Estado faz valer brutalidades.

Retomando seu curso, a marcha seguiu cantando Augusta abaixo. Em frente a agencias bancárias, o coro protestou contra o financiamento da usina, tema da campanha “Belo Monte: com meu dinheiro não!”. Dos ônibus e das janelas, paulistanos com outras agendas para o sábado de sol acenavam apoios. Um ciclista que passeava resolveu aderir, e um sargento da polícia deixou de lado a sisudez de quem deve manter a ordem e puxou conversa sobre máquinas fotográficas, sua recente viagem ao México e futuros planos de visitar a Guatemala.

Uma nova parada interrompeu a passeata em frente à sede paulista do PC do B, na Rego Freitas. As vaias contra o deputado comunista Aldo Rebelo, autor do novo Código Florestal, que vinham soando durante toda a marcha,viraram batucada organizada.

Por fim, com o sol já baixo, a manifestação tomou a praça da República com um último toré indígena, a leitura de um documento político e a convocação para uma série de atividades para os primeiros meses de 2012. Cada um a seu jeito, la mesmo manifestantes começaram a se preparar para as próximas lutas.

No Pará

Em Belém, a manifestação  contra Belo Monte ocorreu pela manhã, percorrendo as ruas do centro da cidade até a Praça do Relógio no Ver-o-Peso, onde um ato político-cultural finalizou as atividades.

Segundo os organizadores, além do foco na construção da usina, a manifestação também protestou contra o novo Código Florestal, os bancos que poderão financiar as obras, a decisão do Juiz Carlos Eduardo Castro Martins de revogar, nesta sexta-feira (16), a liminar que ele mesmo havia concedido e que determinava a paralisação das obras da hidrelétrica no rio Xingu, a perda do mandato da senadora Marinor Brito, uma das principais oposicionistas à Belo Monte, com a decisão do STF de empossar o candidato ficha-suja Jader Barbalho, e as ameaças contra o jornalista Ruy Sposati, do Movimento Xingu Vivo para Sempre em Altamira, por parte de agentes ligados ao Consórcio Construtor Belo Monte.

Já em Altamira, cerca de 50 pessoas fizeram uma manifestação com panfletagem na Feira do Mercado, com foco na campanha “Belo Monte: com meu dinheiro não!”.

Em outros estados, também ocorreram manifestações nas cidades de Curitiba, Rio de Janeiro e Campinas (Veja fotos).

http://www.xinguvivo.org.br/2011/12/18/marcha-de-700-com-morte-simbolica-protesta-em-sao-paulo-contra-belo-monte/

Publicado em 18 de dezembro de 2011

Fonte: Rede plebiscitoalcasp

Brasil tem 16,2 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza

Governo federal estipula como extremamente pobre as famílias cuja renda per capita seja de até R$ 70

Agência Brasil

Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres, o equivalente a 8,5% da população. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir da linha de extrema pobreza definida pelo governo federal.

Anunciada hoje (3), a linha estipula como extremamente pobre as famílias cuja renda per capita seja de até R$ 70. Esse parâmetro será usado para a elaboração das políticas sociais, como o Plano Brasil sem Miséria, que deve ser lançado em breve pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

De acordo com a ministra do MDS, Tereza Campello, o valor definido é semelhante ao estipulado pelas Nações Unidas.

Para levantar o número de brasileiros em extrema pobreza, o IBGE levou em consideração, além do rendimento, outras condições como a existência de banheiros nas casas, acesso à rede de esgoto e água e também energia elétrica. O IBGE também avaliou se os integrantes da família são analfabetos ou idosos.

Dos 16,2 milhões em extrema pobreza, 4,8 milhões não têm nenhuma renda e 11,4 milhões têm rendimento per capita de R$ 1 a R$ 70. Deste total, 59,1% estão concentrados na região Nordeste, 50,9% são jovens com até 19 anos e 70,8% se declararam pardos ou negros.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/

Autoestima molda imagem corporal de adolescentes

Satisfação com a própria aparência está fortemente ligada à confiança em si

©Shutterstock

A maioria das estudantes do ensino médio associa roupas de grife à beleza física e acreditam que dietas e programas de exercícios divulgados pela mídia podem, de fato, resultar em um “corpo perfeito”. A satisfação com a própria aparência, no entanto, depende mais da autoestima do que de referências veiculadas em revistas e na televisão. Essa é a conclusão do estudo conduzido pela engenheira de alimentos Jane Palermo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A pesquisadora aplicou um questionário sobre crenças e percepções a respeito do próprio corpo a 127 adolescentes de uma escola pública de Campinas. As perguntas abordavam aspectos como o peso da opinião dos familiares e se associavam beleza ao sucesso profissional. Ela observou que as voluntárias com as medidas dentro dos padrões estabelecidos não eram necessariamente as mais seguras a respeito da própria aparência. Várias participantes com sobrepeso, aliás, mostraram-se satisfeitas. Para a pesquisadora, apesar das pressões da mídia e da sociedade a avaliação da própria imagem é subjetiva e não se baseia apenas na percepção física. Algumas consideram aspectos como ter bom humor ou serem extrovertidas na autoavaliação. Da mesma forma, é comum que mesmo meninas magras ou de peso normal adotem dietas drásticas ou acreditem que são marginalizadas por causa do corpo.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/

Cabral descobre a diferença

Juca Kfouri

Ilustração:Ivo Minkovicius

A fim de minimizar os transtornos causados pelas obras da linha 4 do metrô, que irão bloquear por cerca de um ano e meio parte da Ataulfo de Paiva, uma das principais avenidas do Leblon, na zona sul do Rio, o governo do Estado decidiu disponibilizar um serviço gratuito de guardas, manobristas e ajudantes 24 horas aos moradores.

Segundo a Secretaria de Estado da Casa Civil, os veículos ficarão sob responsabilidade de guardadores e serão levados para estacionamentos particulares nas proximidades. Sempre que necessitar do carro para sair, o morador que estiver cadastrado deve avisar o porteiro do prédio, que acionará a equipe do vallet.

O governo promete “funcionários suficientes para garantir o pronto atendimento às solicitações dos moradores a qualquer hora do dia e da noite”.

Além disso, haverá carregadores à disposição para levar compras e bagagem e ajudar idosos com problemas de locomoção. Também será criado um número de telefone exclusivo para o relacionamento entre os moradores e comerciantes.

No site, uma nota da secretaria explica que “o serviço de vallet já foi utilizado, com eficiência, nas ruas Toneleiros e Pompeu Loureiro, em Copacabana, e Jangadeiros, em Ipanema, durante a construção das estações Cantagalo e General Osório”.

Nota do blog: Está tudo muito bom, está tudo muito bem.

Para os moradores da zona sul, atendimento VIP do Estado governado por Sérgio Cabral Filho.

Já para os da periferia que estão sendo removidos de suas casas para as obras da Copa e da Olímpiada, indenizações aviltantes, remoções para mais de 40 quilômetros de distância de suas casas, escolas dos filhos e locais de trabalho, à força, sem dó nem piedade.

É o Brasil dos diferenciados.

Um escândalo, um nojo, digno de asco.

Fonte: http://blogdojuca.uol.com.br/

Serra sondou editor para barrar “Privataria tucana”

Serra sondou editor para barrar “Privataria tucana” Foto: Divulgação

Em entrevista ao 247, Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial, revela como o ex-governador paulista agiu para barrar o livro; num dia, 15 mil exemplares vendidos; em breve, ele estará na lista de “Mais Vendidos” até da Veja

Leonardo Attuch_247 – “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Júnior, é um livro polêmico, escrito por um jornalista não menos polêmico, mas certamente competente no que faz. Ex-repórter especial da revista Istoé e do jornal O Globo, Amaury já faturou vários prêmios Esso, que foram celebrados por seus colegas e patrões. Na campanha presidencial de 2010, Amaury caiu em desgraça, acusado de tentar comprar dados de familiares de José Serra protegidos por sigilo fiscal. Neste fim de semana, o jornalista vive sua redenção pessoal. É ele o autor do maior fenômeno editorial brasileiro dos últimos anos. Um livro, que, embora boicotado pelos veículos tradicionais de comunicação, vendeu 15 mil exemplares em um dia, sendo disputado nas livrarias como pão quente.

Por trás desse sucesso, há o dedo de um editor não menos polêmico e também muito competente. É o jornalista Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial, que tem estendido a mão a repórteres dispostos a contar boas histórias. Recentemente, ele emplacou grandes sucessos de cunho político, como “Memória das Trevas”, sobre Antônio Carlos Magalhães, vulgo Toninho Malvadeza, e “Honoráveis Bandidos”, sobre a família Sarney, escrito por nosso nobre colaborador Palmério Doria.

Emediato falou ao 247 sobre o desempenho comercial de “A privataria tucana”. E também revelou que o ex-governador paulista agiu para evitar a publicação.

247 – Você esperava esse desempenho de um livro sobre privatizações que aconteceram há tanto tempo?

Luiz Fernando Emediato – Nunca vi nada igual. Foram 15 mil livros vendidos num único dia. É um fenômeno.

247 – Como foi a estratégia de divulgação?

Emediato – Nós tínhamos receio de alguma ordem judicial que impedisse a distribuição. E não mandamos para nenhuma redação. Apenas o autor enviou um exemplar para a Carta Capital, mas todo o barulho foi feito na internet, inclusive por vocês que anteciparam o lançamento. O sucesso prova que há uma grande transformação na sociedade brasileira e revela a força da blogosfera.

247 – A Geração já mandou rodar uma nova edição?

Emediato – Estamos imprimindo mais 15 mil. Subestimamos a demanda, mas o erro não foi só nosso. Algumas livrarias não estavam acreditando. Mas em uma semana o livro estará, de novo, em todos os pontos comerciais.

247 – Você sofreu alguma pressão para não publicar o livro?

Emediato – Eu não diria pressão, mas há alguns dias fui procurado por uma pessoa que propôs uma conversa com o ex-governador José Serra.

247 – Quem foi?

Emediato – Era o Antônio Ramalho, um sindicalista do PSDB que é vice-presidente da Força Sindical.

247 – Você se sentiu intimidado?

Emediato – Não foi exatamente uma intimidação, até porque a abordagem do Ramalho, de quem sou amigo, foi muito elegante. Sentamos, tomamos um café, ele disse que o Serra queria conversar, eu disse que não e pagamos a conta. Num país democrático, quem se sentir incomodado tem o direito de me processar. Teve uma vez que o Guilherme Afif (vice-governador de São Paulo) veio me atacando aos berros, mas eu não dei muita bola.

247 – Você espera muitos processos?

Emediato – Pode ser, mas os nossos advogados dizem que a chance de perdermos é muito pequena. O livro é muito bem documentado. E não há ataques pessoais. São fatos concretos.

247 – Serra é tido como uma pessoa vingativa.

Emediato – Dizem que o Serra não tem adversários, tem inimigos. Eu acho até que já fui vítima dele, numa matéria da Veja, chamada “O lado negro da Força”, onde me enfiaram sem que eu tivesse nada a ver com aquilo. Mas não foi isso que me levou a publicar o livro. E eu, que me senti ofendido pela Veja, processei a revista. Acho que vou ganhar.

247 – Com esses dados de vendas, o livro certamente entrará na lista de mais vendidos. Você acha que entra na Veja?

Emediato – Tem que entrar, se não vai ficar muito feio para eles. A velocidade de vendas da “Privataria Tucana” é superior à do “Honoráveis Bandidos”, que começou em quarto, subiu para terceiro, segundo e depois ficou várias semanas em primeiro. Se a Veja não colocar vai ficar feio, porque o livro certamente entrará na lista da Folha, do Estadão, da Época…

247 – Como foi 2011 para a Geração Editorial?

Emediato – Foi nosso melhor ano. Éramos uma editora pequena, que faturava R$ 3 milhões/ano. Ainda somos pequenos, mas vamos chegar a uns R$ 7 milhões ano.

247 – Qual é o papel deste livro no momento de “faxina ética”?

Emediato – Talvez seja um remédio contra a hipocrisia.

Fonte: http://www.brasil247.com.br/

Farra da Copa: agora querem meter a mão no FGTS

Há duas semanas foi aprovado no senado o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 29/11, cuja origem é a Medida Provisória nº 540/11. O PL, que dispõe sobre questões tributárias, terminou incluindo a autorização para o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) em obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Mais uma vez estamos diante da possibilidade de uma farra justificada em nome desses megaeventos.

Raquel Rolnik

O PL está agora na mesa da presidenta Dilma Roussef para sanção. Jorge Hereda, presidente da Caixa Econômica (que gerencia o FGTS), é contrário à medida. Com razão. Os recursos do fundo são hoje utilizados para financiar programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, além de obras de saneamento. Não faz o menor sentido usar estes recursos em operações urbanas consorciadas de obras de mobilidade e transporte, infraestrutura aeroportuária, empreendimentos hoteleiros e comerciais, como define o PL.

Para quem nunca ouviu falar, as operações urbanas consorciadas de obras de mobilidade e transporte podem ser, por exemplo, a utilização de áreas lindeiras à linha de transporte urbano para grandes empreendimentos imobiliários realizados pela iniciativa privada, muitas vezes desrespeitando, inclusive, o próprio planejamento local.

Vale lembrar que os projetos de mobilidade já contam com recursos do governo federal através do PAC da Mobilidade. Os estádios já estão sendo construídos ou reformados pela iniciativa privada com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Essa aprovação do uso dos recursos de FGTS, na surdina, só pode ser para financiar obras não incluídas na Matriz de Responsabilidades da Copa, que é o único documento oficial que prevê obras ligadas à Copa nas cidades. O resto são rumores.

Já se calcula que, num curto a médio prazo, se os programas habitacionais e de saneamento continuarem no ritmo que estão hoje, os recursos do FGTS não serão suficientes para mantê-los, ou seja, será necessário buscar outras formas de financiamento. Mas o grande problema dessa medida, além de ter sido aprovada de maneira oportunista numa Lei que nada tem a ver com a Copa e as Olimpíadas, é permitir o uso de um crédito que é dos trabalhadores brasileiros, com juros muito baixos, para financiar a farra da Copa.

Fonte: http://portalpopulardacopa.org/

Imigrantes fazem manifestação em São Paulo por mais direitos

CNBB/Serviço Pastoral dos Migrantes

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Imigrantes que vivem em São Paulo (bolivianos, peruanos, paraguaios, chilenos, haitianos, colombianos, italianos e representantes de países Africanos, Senegal e Moçambique) realizaram uma manifestação, no centro da cidade de São Paulo, no início da tarde deste domingo, 4, na 5ª Marcha dos Imigrantes, cujo tema foi “Por Nenhum Direito a Menos – voto já!”.

Com faixas, cartazes, bandeiras dos vários países da América Latina e a ajuda de um carro de som, entidades, associações de migrantes, ONGs, pastorais e imigrantes defenderam mudanças na Constituição Federal e no Estatuto do Estrangeiro a fim de que possam participar da vida política, como qualquer cidadão, com direito ao voto, além das seguintes bandeiras de luta: por uma nova Lei de imigração; pela ratificação da Convenção Internacional sobre proteção dos direitos de todos os trabalhadores migrantes e seus familiares; por uma cidadania sul-americana, com livre trânsito e direito de permanência; pelo acesso ao trabalho decente e políticas de fomento a regulamentação das microempresas; pelo combate ao trabalho escravo, tráfico de pessoas; pelo acesso à justiça gratuita e às políticas públicas de educação, saúde; entre outros.

A caminhada partiu da Praça da República, esquina com a Rua Barão de Itapetininga, centro da capital, e seguiu rumo à praça da Sé, com músicas de protesto, danças e nas paradas houve momentos de reflexão e leitura de um manifesto na calçada do viaduto do Chá, diante do prédio da prefeitura. Centrais sindicais, como Central Única dos Trabalhadores (CUT) e UGT, enviaram seus representantes para apoiar a luta dos trabalhadores imigrantes.

“Estamos em campanha em vários locais para mostrar que o imigrante tem de sair da invisibilidade para conquistar os seus direitos. Não é só vir para o Brasil trabalhar e conquistar simplesmente um cartão de residência. Tem de buscar melhores condições de saúde, educação e o direito de voto, de cidadania completa”, disse o coordenador do Centro de Apoio aos Migrantes, Roque Pattussi. Ele afirmou que as reivindicações serão encaminhadas a representantes dos governos municipal, estadual e federal. No manifesto, os imigrantes justificaram que o momento de “crise do capitalismo e da precarização do trabalho” é oportuno para mudar o conceito da “criminalização das migrações pelo paradigma dos direitos humanos, cidadania plena e integração dos povos”.

De acordo com estimativas, há no Brasil cerca de 1,5 milhão de imigrantes; desses, vivem, em São Paulo, cerca de 250 mil bolivianos, 80 mil paraguaios e 50 mil peruanos e um número menor de pessoas vindas de outras nações. O ato faz parte das comemorações alusivas ao Dia Mundial dos Imigrantes e ao 21° aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e de Suas Famílias. Também está associado ao Dia da Ação Global Contra o Racismo e Xenofobia, pelos Direitos dos Migrantes e Refugiados.

Fonte: http://cnbb.org.br/

Partido Comunista é a força oposicionista mais forte da Rússia

Diário Liberdade – No ultimo domingo (04/12/11) foram realizadas eleições parlamentares na Rússia.

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O grande perdedor foi o Rússia Unida, partido do Presidente Medvedev e do Premier Putin, que obteve 49,45% dos votos no domingo, em comparação aos 64% de quatro anos atrás. A legenda garantiu 238 dos 450 assentos na Duma, a câmara baixa do Parlamento. Os números representam uma perda de 77 vagas e da maioria de dois terços que o partido havia conseguido em 2007 e que permitia promover mudanças na Constituição sem grandes problemas. Os governistas receberam quase um terço de votos a menos do que em 2007, no pior revés eleitoral para Putin desde assumiu o poder em 1999. Foram 15 milhões a menos de votos.

O Partido Comunista, considerado o grande vencedor do pleito, ficou em segundo lugar nas eleições, com 19,2% dos votos e 92 cadeiras. Ou seja, são mais ou menos 20% dos votos, constituindo assim a segunda força política do país. O Rússia Justa ficou em terceiro com 13,2% dos votos e 64 cadeiras, enquanto o nacionalista Partido Liberal Democrático conquistou 11,7% da votação e 56 lugares no Parlamento.

A eleição está sob suspeita de fraude em favor do Rússia Unida, conforme depoimento de observadores internacionais. Há uma grande mobilização popular, por toda a Rússia, para denunciar as fraudes e exigir a recontagem dos votos ou mesmo uma nova eleição.

Desde as legislativas de domingo, milhares de pessoas protestam nas ruas de Moscou e São Petersburgo contra os governistas e fraude eleitoral. Mickail Gorbachev, o indivíduo que deu a cartada final no socialismo soviético, também condenou o processo eleitoral e pediu realização de novas eleições.

Comunistas são segunda força no parlamento

Os comunistas também fazem parte daqueles que estão fazendo as denúncias. Em entrevista coletiva Gennady Zyuganov, que será candidato ano que vem a presidência pelo PC russo, disse que a eleição foi a mais suja desde a desintegração da URSS e que pelo menos 15% dos votos foram fraudados em favor dos governistas.

Zyuganov acrescentou também que o Partido Comunista da Rússia vai defender “na rua e no âmbito jurídico” a votação obtida por sua formação no pleito. Ele anunciou que recorrerão dos resultados de pelo menos 1.600 colégios eleitorais, onde as atas não correspondem com o cômputo paralelo realizado pelos observadores comunistas.

“Apesar do roubo de votos, dobramos nossa representação parlamentar. Os 90 mandatos nos dão a possibilidade de colocar uma série de iniciativas, incluindo a apresentação de uma moção de censura ao governo”, afirma.

Líder comunista será candidato às presidencias do ano que vem

Como a força oposicionista mais forte atualmente, o Partido Comunista da Federação Russa (PCFR), pretende lançar candidatura para as eleições presidenciais que ocorrerão em 2012.

O projeto já foi lançado. Entre as principais propostas estão: garantir a soberania nacional, iniciar a transição da decadência econômica para um desenvolvimento acelerado e superar a pobreza e a degradação social que atinge amplos setores da população.

A frente liderada pelo Partido Comunista defende uma política econômica independente, que assegure o desenvolvimento sustentado e acelerado da Rússia. “Para isso há que libertar-se das destrutivas leis de mercado e restaurar a regulamentação da vida econômica pelo Estado. A condição mais importante para a reconstrução da economia será a propriedade estatal de todos os setores estratégicos. Vamos levar a cabo a nacionalização das matérias primas e outras indústrias principais. Essa medida se concentrará em mãos do Estado. Entre os setores que o PCFR planeja nacionalizar ganhando as eleições se encontram o petróleo, o gás, a energia elétrica, a metalurgia, a indústria de construção de máquinas e equipamentos, a construção de aviões, além de outros setores chaves na produção industrial”, detalhou.

O plano do PCFR pretende assim restabelecer a justiça social e garantir a capacidade de produção da alimentação de toda a população do país. Para isso, os comunistas apoiarão a restauração das fazendas coletivas, pondo fim à especulação do solo.

“Sob a nossa liderança, o governo nacional vai criar um novo clima social e sociocultural. No país se imporá a amizade entre os povos desta nação. Devolveremos às pessoas a alegria de um trabalho criativo e socialmente significativo, pelo bem da pátria e da família. O governo levará uma luta decisiva contra o desemprego; garantirá a seguridade social e a preservação do desenvolvimento humano, o que será determinado pelas prioridades da política social do governo”, concluiu Ziugánov.

Situação pós-desintegração da URSS

O resultado das eleições parlamentares da Rússia, no último domingo, revelou a crescente insatisfação da grande maioria da população com o elevado desemprego, a crescente desigualdade social, a perda de inúmeros direitos sociais e trabalhistas e a corrupção que domina boa parte da máquina estatal e suas ligações com os grandes grupos econômicos.

Este é o mesmo cenário que se encontra no leste europeu depois que o capitalismo foi reintroduzido a partir dos anos 90, logo após crise do chamado “socialismo real”.

Fonte: http://www.diarioliberdade.org/

Não é a Previdência Social

Dean Baker se ataca a uma questão que me exaspera – a afirmação constante de que os problemas da Europa estão sendo causados pela enorme carga da previdência social.

Paul Krugman

A realidade não é difícil de ser checada. Calcule os gastos do governo como uma porcentagem do PIB, segundo o Monitor Fiscal do FMI (usei a de 2009 para a Irlanda porque a de 2010 ficou distorcida pelos pacotes de ajuda aos bancos ), e a taxa de juro de 10 anos para o mês de outubro estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE). Fazendo um gráfico das duas medidas, o resultado é este:

Não existe nenhuma relação; alguns países de altos gastos, especialmente Suécia e Dinamarca, têm taxas muito baixas, ao passo que, como diz Dean, a Espanha tem gastos relativamente baixos.

Naturalmente, como todos os conceitos estúpidos que se disseminam pelo nosso discurso, este também será difícil de desaparecer.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/paul-krugman/

MÃOS DADAS

Carlos Drummond de Andrade

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Record News – Privataria Tucana

Ex-Pantera Negra se livra de pena de morte nos EUA

Mumia Abu-Jamal estava havia 30 anos no corredor da morte. Pena por assassinato em 1981 foi comutada em prisão perpétua.

Do G1, com agências internacionais

O ativista negro Mumia Abu-Jamal, ex-membro do grupo Panteras Negras, não será mais executado, anunciou nesta quarta-feira (7) a Procuradoria da Filadélfia, no estado da Pensilvânia, após 30 anos de batalhas legais.

Abu-Jamal foi condenado à pena de morte pela morte do policial branco Daniel Faulkner em dezembro de 1981 e, após a decisão da Procuradoria, cumprirá agora a pena de prisão perpétua, segundo as leis do estado da Pensilvânia.

Mumia (Foto: AP)

Mumia Abu-Jamal em foto de 12 de julho de 1995 (Foto: AP)

Grupos de ativistas e de direitos humanos haviam pedido para que mudassem a pena de morte de Abu-Jamal e uma corte federal de apelações dos EUA ordenou um reexame da condenação, sem mudar o veredicto de culpado pelo assassinato.

Abu-Jamal, de 57 anos, sempre negou ter cometido o crime. O caso se tornou uma causa célebre dos críticos da pena capital.

Fonte: http://g1.globo.com/

A paternidade muda o cérebro

Homens ficam mais atentos e acolhedores com a chegada do bebê

® Lesley Rigg/Shutterstock

Por muitos anos os pais atuaram como coadjuvantes na educação dos filhos, assumindo a tarefa de prover o sustento, só cuidando diretamente deles em casos excepcionais, quando a mãe estava impossibilitada de dar conta dessa tarefa. Para o homem, trocar fraldas ou dar banho em seu bebê era algo atípico e até constrangedor. Mas com as transformações sociais e culturais das últimas décadas, que tornaram a presença feminina no mercado de trabalho cada vez mais forte, a divisão de tarefas dentro de casa precisou ser revista. Hoje parece distante essa época. Os homens ganharam o dever – mas também o direito – de acompanhar de perto cada etapa do desenvolvimento dos pequenos. Muitos que não tiveram um modelo paterno de maior proximidade física e afetiva precisaram descobrir (às vezes a duras penas) um novo jeito de ser pai. Os ganhos, porém, foram inegáveis, tanto para os adultos quanto para as crianças.

Hoje se sabe, por exemplo, que os homens influenciam as crianças de modo único: desempenham o papel de desafiá-las e instigá-las a desenvolver capacidades emocionais e cognitivas para enfrentar o mundo. Em um artigo de 1958, o psiquiatra britânico John Bowlby lançou uma ideia até então controversa, que ficou conhecida como teoria do apego: segundo ele, para se desenvolverem bem, todas as crianças necessitam de um relacionamento saudável e seguro com um adulto. Sua obra se atém à natureza do vínculo da criança com a mãe. No entanto, nos anos 70 surgiram os primeiros estudos realmente voltados para os pais: eles são tão capazes quanto elas de cuidar dos filhos. “Homens estão igualmente aptos a compreender o choro de seus bebês como sinal de fome ou de cansaço e responder a essa demanda da criança”, reconhece Bowlby. Diante de um recém-nascido irrequieto, adultos de ambos os sexos têm as mesmas respostas fisiológicas: alterações na frequência cardíaca, respiração e temperatura da pele. Assim como as mulheres, homens vendados conseguem distinguir seus bebês em meio a uma fileira de outros, numa enfermaria, apenas tocando suas mãozinhas. A psicóloga Anne E. Storey e seus colegas da Universidade Memorial de New-foundland, no Canadá, descobriram recentemente que o nível de testosterona dos pais diminuiu em um terço nas primeiras semanas após seus filhos terem nascido, uma mudança que sugere que o homem fica menos agressivo e mais acolhedor nesse período. Alguns representantes do sexo masculino podem até sofrer de depressão pós-parto: em uma avaliação de 2005 com 26 mil pais e mães, o psiquiatra Paul G. Ramchandani, da Universidade de Oxford, verificou que 4% dos homens apresentavam sintomas da patologia até oito semanas após o nascimento dos filhos.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/

Cuba anuncia primeira vacina contra câncer de pulmão

Produto é capaz de inibir o crescimento do tumor

Câncer pulmão

Getty Images

Cuba registrou a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão avançado no mundo. De acordo com jornal oficial Trabajadores, que fez o anúncio nesta segunda-feira (10), mais de mil pacientes já estão em tratamento com a vacina nomeada CimaVax EGF.

A responsável pelo projeto, Gisela González, do Centro de Imunologia Molecular (CIM) de Havana, explicou que a vacina oferece a possibilidade de transformar o câncer avançado em uma “doença crônica controlável”.

Gisela explica que a CimaVax EGF é o resultado de mais de 15 anos de pesquisa direcionada ao tumor e não provoca efeitos adversos severos.

- A vacina é baseada em uma proteína que todos temos e que está relacionada com os processos de proliferação celular. Quando há câncer, [essa proteína] está descontrolada.

Gisela explicou que, como o organismo tolera “aquilo que é seu” e reage contra “o estranho”, foi preciso elaborar uma vacina que produzisse anticorpos contra essa proteína, que já é própria do organismo.

A vacina é aplicada no momento em que o paciente conclui a terapia com radioterapia e quimioterapia. Ela ajuda a controlar o crescimento do tumor sem causar toxicidade, explica a pesquisadora.

Além disso, a vacina pode ser utilizada como um tratamento “crônico que aumenta as expectativas e a qualidade de vida do paciente”. A pesquisadora declarou que, após alcançar seu registro em Cuba, atualmente o CimaVax EGF “progride” em outros países. Os médicos agora esperam poder utilizar a vacina para tratar outros tumores, como os de próstata, útero e mamas.

Fonte: http://noticias.r7.com/saude/

O raio x do esquema Serra, por Amaury Ribeiro Jr

Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.

Marco St.

A “Privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., chega às bancas. CartaCapital relata o que há no livro

Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9, CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo).

A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado.

José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado.

Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou  no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada por CartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.

Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.

CartaCapital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?

Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.

CC: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?

ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.

CC: Ficou surpreso com o resultado da investigação?

ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).

CC: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?

ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.

CC: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?

ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.

CC: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?

ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.

CC: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?

ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.

CC: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?

ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.

CC: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.

ARJ: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.

Fonte: http://www.advivo.com.br/

Folha omite relações de Faustino e Serra

Altamiro Borges

A seletividade da mídia é algo impressionante. A Folha de ontem (3) publicou uma matéria sobre o indiciamento de João Faustino como integrante da quadrilha que fraudou a inspeção veicular no Rio Grande do Norte. Mas ela simplesmente omitiu que o indiciado foi subchefe da Casa Civil do ex-governador José Serra e que participou do comando da sua campanha presidencial no ano passado.

Se os envolvidos neste “malfeito”, que desviou milhões dos cofres públicos, fossem da base aliada do governo Dilma, seria o maior escândalo – com direito a capa da Veja, manchete nos jornalões e comentários raivosos nas TVs. Só mesmo os ingênuos ainda acreditam na propalada neutralidade e imparcialidade da chamada “grande imprensa”. Abaixo, a matéria da Folha serrista:

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Promotoria denuncia diretor da Controlar

Executivo é suspeito de formação de quadrilha no Rio Grande do Norte; procurado pela Folha, não comentou o caso; 34 pessoas foram denunciadas ontem, incluindo também dois ex-governadores e um suplente de senador

FÁBIO GUIBU – DE RECIFE

O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou ontem 34 pessoas sob a acusação de participar de fraudes na implantação da inspeção veicular no Estado.

Entre os denunciados estão os ex-governadores do Estado Wilma de Faria e Iberê Ferreira, ambos do PSB, o suplente de senador João Faustino (PSDB) e o diretor-presidente da Controlar, consórcio responsável pela inspeção veicular em São Paulo, Harald Peter Zwetkoff.

Os ex-governadores e o suplente foram denunciados sob acusação de envolvimento em crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva, tráfico de influência e fraude em licitação.

Zwetkoff é acusado de formação de quadrilha, peculato e fraude em licitação. Troca de e-mails obtidas com autorização judicial revelam que ele repassou ao consórcio Inspar, do RN, as bases usadas em São Paulo para a implantação da inspeção.

Segundo a Promotoria, com as informações, o grupo fraudou a licitação, que renderia até R$ 1 bilhão em 20 anos. O consórcio pretendia implantar o esquema em outros dez Estados.

Além denunciar as 34 pessoas, os promotores apresentaram à Justiça mais dez pedidos de prisão preventiva. A suposta fraude já havia levado 13 pessoas à prisão. Ontem, cinco foram soltas. Entre eles, está João Faustino.

Os acusados também foram flagrados em escutas telefônicas, supostamente negociando acordos ilegais.

As informações foram posteriormente cruzadas com dados bancários, obtidos com ordem judicial. A promotoria apura ligações entre essas negociações e doações de campanha feitas em Estados de interesse do grupo.

Fonte: http://www.viomundo.com.br/

Aurora surreal

Em 21 de agosto, o fotógrafo espanhol Juan Carlos Casado tirou esta foto rara da aurora boreal em uma expedição na Groenlândia.

foto: Juan Carlos Casado

Em 21 de agosto, o fotógrafo espanhol Juan Carlos Casado tirou esta foto rara da aurora boreal em uma expedição na Groenlândia. A imagem virou um hit no site da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), que a estampou como Fotografia Astronômica do Dia. A câmera de Casado capturou o nascer da aurora durante o verão ártico estendida ao longo do horizonte e refletida num lago de gelo derretido. No canto superior direito, a Lua brilha. À sua direita, a estrela brilhante é o planeta Júpiter. No canto superior esquerdo, sobre o facho de cores, os pontos luminosos em semicírculo são as estrelas da Constelação da Ursa Maior. Não se vê isso todo dia.

foto: Juan Carlos Casado

Fonte: http://www.terra.com.br/revistaplaneta