Monthly Archives: outubro 2011

Beatles Biografia Ilustrada

O fabuloso quarteto que revolucionou o planeta

Se o verdadeiro atestado de longevidade de um artista é a quantidade de nomes que ele inspira, os Beatles continuam tão vivos como se ainda estivessem produzindo suas obras geniais em plena década de 1960. Todos aqueles que vieram depois fracassaram na tentativa de imitá-los. Melhor se deu quem se aproveitou da autoria das mais de duzentas canções de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr e diluiu-as na cultura pop produzida nos séculos 20 e 21 com pitadas de genialidades em acordes, arranjos e melodias.

Esta nova biografia ilustrada que chega ao Brasil prova que, mesmo após quarenta anos do anúncio do fim da banda, os quatro rapazes de Liverpool despertam a mesma curiosidade e exalam o mesmo frescor. A fórmula que os tirou dos porões para os grandes estádios é contada detalhadamente com imagens de bastidores seguidas de comentários sobre cada movimentação. Dos concertos esfumaçados nos porões de Londres e Berlim ao evento para a rainha mãe, a princesa Margareth e o lorde Snowdon – onde John soltou a célebre frase “os que estiverem sentados nos lugares mais baratos podem aplaudir; os restantes balancem suas jóias” -, as mais de duzentas páginas da biografia ilustrada dissecam as diversas faces dos Beatles. O grupo nunca teve medo de mudar e inserir sua marca durante os poucos dez anos que esteve na ativa. Afinal, os Beatles nasceram sob a transição de um cenário propício às mudanças, em que a juventude começava a entender que teria papel fundamental nos novos rumos da cultura pop.

Capitaneada por John Lennon e Paul McCartney, o grupo imprimiu sua marca adolescente no início da década de 1960, amadureceu com o psicodélico e encontrou a elegância sem perder a atitude em sua apoteose com os clássicos Abbey Road e Let it be. Mais do que acompanhar a evolução espantosa, tanto musicalmente quanto no quesito estético, jogar luz sobre a obra dos Beatles é desnudar a relação entre John e Paul. Trazer para a superfície as brigas, os conflitos internos e as dicotomias que cada gesto e reação representavam é entender um pouco da montanha-russa que o grupo vivenciou durante sua curta e explosiva carreira.

“JOHN, PAUL, GEORGE E RINGO OFERECEM UM CARDÁPIO REPLETO DE SABORES, CORES E TEXTURAS. NÃO HÁ CLIENTE QUE NÃO FIQUE SATISFEITO.”

Pensar que bandas como Rolling Stones e  e Who estão tocando há mais de quarenta anos ajuda a entender a importância dos Beatles. Foi preciso apenas uma década para revolucionar um século todo – para se ter uma ideia, Michelangelo levou cinco anos para pintar o teto da Capela Sistina, a metade da carreira dos Beatles, também chamados de Fab Four.

A fascinação que a história dos quatro rapazes de Liverpool causou durante o tempo de existência do grupo se multiplicou após seu fim. A morte de John Lennon em dezembro de 1980 amplificou ainda mais essa devoção. Muito além de refletir um cenário, a música dos Beatles permanece atual como nunca. É repleta de nuances, acessibilidades e metalinguagens. Cabe no momento de romantismo, de revolução, de “paz e amor” e de modernidade explícita de redes sociais como estamos vendo atualmente. Aproveitar a boa parte de tudo o que a banda mostrou para a Humanidade é dever de quem quer conhecer o que aconteceu de melhor na história da música contemporânea.

Livro: As melhores entrevistas da revista Rolling Stone

Número de páginas: 448

Autora: Jann S. Wenner e Joe Levy

Editora: Larousse

Fonte; http://racabrasil.uol.com.br/

Acampa Sampa

Nota do DCE-Livre da USP: Repressão da Polícia Militar na USP

28 de outubro de 2011, 00:34

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Desde 2007, quando o reitor João Grandino Rodas era diretor da Faculdade de Direito da USP (SanFran), a Polícia Militar vem sendo usada para reprimir manifestações políticas na Universidade de São Paulo. Em junho de 2009, a PM invadiu o campus Butantã para reprimir o movimento, o que não ocorreu nem na ditadura civil-militar. O convênio firmado em 2011 pela Reitoria permitiu a entrada da PM no campus, o quê não resolve o problema de segurança e faz com que as(os) estudantes ainda se sintam inseguras(os) no Butantã. Nos últimos meses, a PM vem sistematicamente abordando estudantes, como na Poli, ECA e CRUSP.

No último 27 de outubro, o movimento reagiu a uma dessas abordagens e foi duramente reprmido por cerca de trinta viaturas, com bombas de gás lacrimogêneo, dentro de um prédio didático da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Diante disso, o movimento decidiu ocupar o prédio da Administração da FFLCH, para dizer basta à presença da PM no campus. O DCE-Livre da USP, entidade que sempre esteve na luta pelos direitos civis, estará com este movimento até que essa reivindicação seja atendida.

Fora PM do campus
Contra os processos administrativos às e aos ativistas do movimento
Fonte: http://www.dceusp.org.br/

A Autonomia da USP!

Lincoln Secco, Livre Docente em História Contemporânea na USP

Não é comum ver livros como armas. Enquanto no dia 27 de outubro de 2011 a imprensa mostrou os alunos da FFLCH da USP como um bando de usuários de drogas em defesa de seus privilégios, nós outros assistimos jovens indignados, mochila nas costas e livros empunhados contra policiais atônitos, armados e sem identificação, num claro gesto de indisciplina perante a lei. Vários alunos gritavam: “Isto aqui é um livro!”.

Curioso que a geração das redes sociais virtuais apresente esta capacidade radical de usar novos e velhos meios para recusar a violação de nossos direitos. No momento em que o conhecimento mais é ameaçado, os livros velhos de papel, encadernados, carimbados pela nossa biblioteca são erguidos contra o arbítrio.

Os policiais que passaram o dia todo da ultima quinta feira revistando alunos na biblioteca e nos pátios, poderiam ter observado no prédio de História e Geografia vários cartazes gigantes dependurados. Eram palavras de ordem. Algumas vetustas. Outras “impossíveis”. Muitas indignadas. E várias poéticas… É assim uma universidade.

A violação da nossa autonomia tem sido justificada pela necessidade de segurança e a imagem da FFLCH manchada pela ação deliberada dos seus inimigos. A Unidade que mais atende os alunos da USP, dotada de cursos bem avaliados até pelos duvidosos critérios de produtividade atuais, é uma massa desordenada de concreto com salas superlotadas e realmente inseguras. Mas ainda assim é a nossa Faculdade!

É inaceitável que um espaço dedicado á reflexão, ao trabalho, à política, às artes e também à recreação de seus jovens estudantes seja ameaçado pela força policial. Uma Universidade tem o dever de levar sua análise crítica ao limite porque é a única que pode fazê-lo. Seus equívocos devem ser corrigidos por ela mesma. Se ela é incapaz disso, não é mais uma universidade.

A USP não está fora da cidade e do país que a sustenta. Precisa sim de um plano de segurança próprio como outras instituições têm. Afinal, ninguém ousaria dizer que os congressistas de Brasília têm privilégios por não serem abordados e revistados por Policiais. A USP conta com entidades estudantis, sindicatos e núcleos que estudam a intolerância, a violência e a própria polícia.

Ela deve ter autonomia sim. Quando Florestan Fernandes foi preso em 1964, ele escreveu uma carta ao Coronel que presidia seu inquérito policial militar explicando-lhe que a maior virtude do militar é a disciplina e a do intelectual é o espírito crítico… Que alguns militares ainda não o saibam, é compreensível. Que dirigentes universitários o ignorem, é desesperador.

Lincoln Secco

Fonte: intersindical

MENSAGEM PARA OS 32 ANOS DO ASSASSINATO DE SANTO DIAS

“Eu dentro de minha concepção do porquê viver, acho que a gente vive para transformar alguma coisa. Quer dizer, ter uma atuação num processo de transformação da vida”

Com estas palavras simples Santo nos manifestou o sentido de sua vida e morte.

Santo, homem de poucos discursos e constante atuação, começou sua participação na Legião de Maria na Igreja Católica de Viradouro interior de São Paulo. Foi na igreja e no sindicato rural que despertou o anseio de justiça que o animou a dizer o primeiro “não” ao negar-se a assinar um documento enganoso do fazendeiro. De homem de confiança se tornou desafeto e sua família foi expulsa da fazenda Guanabara. “Você cuspiu no prato em que comeu” repreendeu-o seu pai.

Por não se conformar com a vida de bóia-fria veio para São Paulo em 1962. Começou a trabalhar na metalúrgica Metal Leve em Santo Amaro.

Santo começou sua participação na Legião de Maria passando para as Comunidades de Base e Pastoral Operária. Seu coração era sensível a todos os anseios de um povo explorado e carente por causa das condições de trabalho na fábrica e de moradia no bairro Jardim Santa Teresa, periferia de São Paulo.

O compromisso de uma fé autêntica o levou, junto com as pessoas das comunidades e grupos de Pastoral Operária onde atuava: Santa Margarida, Vila Remo…, a transformar aquela realidade de carências e privações. Conquistaram água encanada, luz, asfalto, transporte coletivo, posto de saúde, escolas; lutaram no movimento Custo de vida contra a carestia….

Nas fábricas, estimulado pela exploração esgotante, lutou por melhores condições de trabalho e repetiu o atrevido “não” do “Operário em Construção” de Vinicius de Morais, passando de operário exemplar a pessoa malvista. Expulso das fábricas sempre voltava nelas, junto com os companheiros da Oposição Sindical para distribuir boletins que incentivavam a lutar: por reposições salariais, melhores condições de trabalho, quarenta horas semanais…

Mas foi no sindicato metalúrgico de São Paulo onde, junto com a Oposição Sindical, travou uma luta constante para expulsar os interventores dos militares no sindicato e fazer dele um instrumento de transformação e melhoria da vida da classe operária.

Participou varias vezes na chapa de oposição, principalmente em 1978 quando o ministro do trabalho Arnaldo Prieto interveio pessoalmente para dar posse, apesar das evidentes fraudes, a uma diretoria que durante décadas serviu tão bem aos patrões.

Foi na greve dos metalúrgicos de São Paulo de 1979 que, na porta da empresa Sylvania, zona sul da cidade de São Paulo, foi assassinado quando já estávamos nos retirando; ele que era o mais pacífico de todos os que participavam da movimentação. Morte desnecessária e covarde pois no piquete havia mais policiais armados que operários desarmados. Com sua morte levou as últimas conseqüências seu compromisso: “Eu dentro de minha concepção do por que viver, acho que a gente vive para transformar alguma coisa”: as condições de vida no bairro e na fábrica através de um sindicato combativo e uma fé comprometida.

Seu exemplo de vida deve nos estimular a lutar, porque as constantes crises do capitalismo procuram, através da flexibilização das leis trabalhistas, arrancar-nos todas as conquistas conseguidas e pelas quais Santo tanto lutou, junto com todos nós.

A prática religiosa de Santo é Fé, compromisso e ação; é esperança porque luta e conquista melhores condições de vida; é amor na ajuda aos vizinhos nos mutirões no bairro, aos companheiros na fábrica promovendo uma consciência de classe explorada. Não é uma fé cômoda, que não arrisca nada nesta terra e espera a salvação individual depois da morte. Não devemos seguir uma religião ou ideologia que nos acomode. A luta é permanente. Não podemos viver de lembranças, pois perderemos o que temos conquistado.

O desafio hoje das pastorais, partidos e grupos políticos de esquerda é saber unir-se, para acabar com a exploração da classe trabalhadora e lutar por um novo sistema socialista que acabe com as desigualdades sociais. Santo sempre teve a capacidade de conviver e unir-se com as pessoas que pensavam diferentes, para atingir objetivos comuns: “transformar a vida”.

Vicente Ruiz Garcia

Fonte: plebiscitoalcasp

Milionários controlam 39% da riqueza global

Fortuna dos milionários, que são menos de 1% da população, cresceu duas vezes a riqueza do mundo; em 2010, mais ricos detinham 35% do total

Os milionários e bilionários passaram a controlar 38,5% da riqueza mundial, de acordo com o Relatório da Riqueza Global, publicado pelo banco Credit Suisse. A fortuna das 29,7 milhões de pessoas que têm mais de US$ 1 milhão (R$ 1,77 milhão) – menos de 1% da população mundial – alcançou US$ 89 trilhões (R$ 157,5 trilhões) ou US$ 20 trilhões a mais do que no ano passado. Em 2010, os milionários eram donos de 35,6% da riqueza mundial.

Fonte: http://economia.ig.com.br/

Perdedor vencedor

Propostas radicais de Arnaud Montebourg, derrotado nas primárias do PS francês, seduzem vastas camadas em seu país e na Europa

GILLES LAPOUGE

No domingo realiza-se o segundo turno das primárias socialistas para designar o candidato que enfrentará Nicolas Sarkozy nas eleições para a presidência, em 2012. A escolha fica entre dois socialistas de qualidade, Martine Aubry e François Hollande. Provavelmente o indicado será o plácido, terno e honesto François Hollande.

Na verdade, o real vencedor das primárias é outro, o homem que obteve a terceira posição no primeiro turno, domingo passado, Arnaud Montebourg. Claro que está fora da disputa e não será o candidato socialista. No entanto, ele é a estrela. E os debates dos socialistas devem girar em torno das suas ideias.

Por que essa ascensão para a glória de Montebourg? Em primeiro lugar, ele é o oposto dos notáveis socialistas, Hollande e Aubry. É novo e audacioso. Os prognósticos eram de uma derrota pesada, ele conseguiria apenas 5% dos votos. Seu programa é estrambólico: fim da globalização, controle dos bancos, protecionismo, etc. Sem nenhum recurso, ele obteve 17% dos votos. E desde domingo, Montebourg, que até agora era um joão-ninguém, um esfarrapado, começa a ser cortejado. Tornou-se o homem forte da política.

Como explicar a reviravolta? Montebourg é talentoso, eloquente, vivo, eficaz. Ator e orador. Uma mudança da linguagem triste, arquejante e espasmódica de Hollande e dos discursos pedagógicos, apagados e lúgubres de Aubry. É alto e belo. Também nesse caso a comparação é mortal: Montebourg remete os dois rivais mais velhos para o século 19.

Mas seu discurso não envolve apenas forma: envolve também conteúdo. E esse conteúdo espanta. Vai no caminho oposto de todas as ideias que prevaleceram até agora. Prega o fim da globalização. Meu Deus, que horror! E se distancia da União Europeia. Quer uma reforma bancária. Denuncia um “liberalismo sem-vergonha”. Defende um imposto sobre as transações financeiras e gostaria de introduzir uma dose de protecionismo no comércio. Em resumo, é um louco.

Todas essas ideias foram demolidas pelos economistas, de direita e de esquerda, sarkozistas ou socialistas. Montebourg foi vilipendiado, taxado de delirante. Suas ideias, se aplicadas, conduziriam a França à ruína.

Ora, o seu programa absurdo seduziu 17% dos socialistas. Por quê? Primeiramente, ele tem o mérito de ser novo. Há anos a direita e a esquerda chapinham nas mesmas ideias, engancham suas bandeiras nos mesmos sacrossantos pilares: liberalismo, respeito aos mercados, aos bancos, Europa, o euro, a livre circulação das riquezas, etc. Claro que entre Sarkozy e os socialistas existem nuanças: a direita se considera mais rigorosa; a esquerda salpica sobre sua sociedade liberal um pouco de humanismo e consola os pobres com pitadas de compaixão. Mas, no tocante às grandes opções, a direção é a mesma.

Sem dúvida essa é a razão pela qual 17% dos socialistas se renderam a Montebourg. Uma linguagem nova surgia, pouco importando que fosse um pouco bizarra, perigosa. Pelo menos era uma linguagem viva, iconoclasta. No mínimo, aqueles que não suportam Sarkozy viram que lhes era proposta não uma versão light do sarkozismo, como fazem os socialistas “sensatos”, mas uma aventura inédita.

O sucesso surpreendente de Montebourg deverá alterar a paisagem política da França. Sobretudo porque essa pregação anticapitalista é compartilhada por vastas camadas da sociedade francesa além do socialismo. Por exemplo, a Frente de Esquerda, formação que reúne antigos comunistas e dissidentes do partido socialista sob a liderança de Jean-Luc Mélenchon, se reencontram nas flechas envenenadas que Montebourg lança contra a globalização, os bancos e o liberalismo.

Além disso, há a direita radical, da Frente Nacional. O velho fascista Jean-Marie Le Pen deu seu lugar à frente do partido à filha Marine, mais fina que ele. Ora, Marine compartilha da cólera de Montebourg e Mélenchon. Ela também abomina a globalização, a União Europeia, o euro, os bancos e os mercados. O partido de Le Pen conquista em todas as eleições entre 15% e 20% dos votos. A Frente de Esquerda de Mélenchon reagrupa 6% dos franceses. Se acrescentarmos a esses dois porcentuais os votos recebidos por Montebourg nas primárias, temos de admitir que grande parte dos franceses não se reconhece nem em Sarkozy, o liberal de direita, nem nos socialistas, os liberais de esquerda, mas nas “maluquices” de Montebourg.

Talvez seja preciso olhar também além das fronteiras da França. Em diversos países, o descontentamento contra as ideias hoje dominantes aumentou. As ideias lançadas pela Associação pela Tributação das Transações Financeiras para Ajuda aos Cidadãos, criada na França em 1998, proliferam. A construção europeia, há muito um “consenso”, se desfaz. Existem até economistas de renome denunciando o absurdo da Europa. Nesse clima, os 17% de votos arrebatados pelo socialista Montebourg devem ser lidos como um sintoma, a prova de que os preceitos que regem o mundo há 30 anos estão sendo contestados por amplas camadas da opinião pública francesa e europeia. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

Fonte: http://www.estadao.com.br/

LEMBRANÇAS DE MS

Mato Grosso do sul

È um cartão postal

A riqueza maior e mais bela, do pantanal

Quando ali eu estive,

Muitos amigos ganhei,

E pelas bençãos de Deus, pra lá retornarei

Tomar banho em cachoeiras

Com os guris do meu lado

E depois “Quebrar” o calor

Num tereré bem gelado

Seu moço eu choro de saudades

Da Capital morena

Dourados, Ponta porã Amambai Serra da Bodoquena

Os meus passeios nas tardes, de finais de semana

Em Bonito Miranda Anastácio em Aquidauana

Quando estou no Mato Grosso

A tristeza se vai

Só de olhar prá grandeza seu moço

Do lindo rio Paraguai

Faço em versos minha Homenagem

Ao Mato Grosso do sul

Cujo símbolo da liberdade

Está nas asas de um tuiuiú.

Esta musica, faz parte do meu primeiro cd, ABRA OS OLHOS lançado em 2000. mas esta musica prá nós é tão recente quanto aquela que ainda iremos fazer.

Nosso amor pelo Estado, está em cada verso dessas estrofes cantadas.

www.bandasdegaragem.com.br/carlossilvacantador (Ouça a musica Lembranças de MS)

www.aloartista.com

www.carlossilva.com.br

‘Não sou amigo nem inimigo do Teixeira’ / Novo ministro do Esporte recebeu doações de patrocinadores da CBF / CBF dá boas-vindas a ministro, um ex-inimigo

‘Não sou amigo nem inimigo do Teixeira’

Aldo afirma que conviveu com presidente da CBF só na CPI; diz ainda ser um erro substituir a estrutura do Estado por ONGs

Leandro Colon

Em entrevista ao Estado, o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ficou em cima do muro ao ser questionado sobre as relações com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e suas atividades. Ele disse ainda que o PC do B não foi omisso na gestão da pasta e afirmou que os convênios com ONGs tiveram um “erro de concepção” que começou no governo FHC.

Aldo disse que passará a ser 'próximo' de Ricardo Teixeira no Ministério do Esporte - Dida Sampaio/AE

Dida Sampaio/AE

Aldo disse que passará a ser ‘próximo’ de Ricardo Teixeira no Ministério do Esporte

O senhor é amigo do Ricardo Teixeira?

Não sou amigo nem inimigo. A convivência que tive com o presidente Ricardo Teixeira foi quando ele era presidente da CBF e eu da CPI CBF/Nike. De lá pra cá não tive nenhuma conversa pessoal com ele. O encontrei uma vez num evento de premiação no Rio de Janeiro, com clubes da série A.

Na CPI da Nike, em 2000, o senhor criticava muito a CBF. Qual sua opinião hoje?

Não vou fazer autocrítica do meu trabalho na CPI.

Dizem que o senhor se aproximou do Ricardo Teixeira…

Vou passar a ser próximo dele como ministro do Esporte.

O senhor recebeu doações de patrocinadores da CBF. Por quê?

Alguém acha que a CBF me ajudou? Como também são anunciantes de jornais e televisão, quem sabe não tenha sido um anunciante de jornal ou revista que tenha recomendado me ajudar.

Como será sua interlocução com Ricardo Teixeira a partir de agora?

De ministro do Esporte com o presidente da CBF. Os dois têm responsabilidade na promoção da Copa e têm que trabalhar.

O PC do B montou um esquema com ONGs para abastecer o partido politica e financeiramente nos Estados?

A única acusação que foi feita foi ao ministro.

Mas o ministério distribuiu dinheiro para ONGs vinculadas ao PC do B em São Paulo, Piauí, Santa Catarina, Distrito Federal. Isso não configura favorecimento?

Não, porque outras ONGs que não são do PC do B também tiveram convênios.

O que deu errado nos convênios com ONGs?

A partir do governo de Fernando Henrique Cardoso, as ONGs passaram a ter um papel importante nas ações de Estado. Eu acho que o erro veio lá atrás na concepção de que era possível substituir a estrutura do Estado por ONGs.

Em fevereiro, o ‘Estado’ viajou o País e mostrou irregularidades no Segundo Tempo. O ministro prometeu agir, mas nada fez. O PC do B não errou ao ser alertado que havia fraude e não ter feito nada? Não houve omissão?

Não creio porque, ao que parece, o ministério adotou todas recomendações e providências sugeridas pelos órgãos de controle da União.

Então por que o Orlando Silva caiu?

Porque a presidente Dilma precisava tocar seu governo e recebeu da parte dele a compreensão e ele pediu afastamento.

Isso não foi o estopim de uma série de irregularidades?

Os jornalistas têm direito de afirmar o que acham que é justo. O que posso dizer é que o ministro tomou as providências.

O ministério ficou marcado pelo aparelhamento do PC do B. O senhor pretende mexer nisso?

Não posso adiantar a formação da equipe que vai trabalhar porque ainda não me debrucei. Não vou estabelecer o critério de ser do PC do B ou não.

O senhor volta ao governo novamente em meio a um escândalo (em 2004 assumiu a coordenação política do governo Lula em meio à crise envolvendo Waldomiro Diniz, na época subchefe da Casa Civil). O senhor virou um bombeiro da política?

Não creio, assumo essa responsabilidade com tranquilidade e serenidade.

O Ministério do Esporte virou um abrigo para ex-presidentes da União Nacional de Estudantes (UNE)?

Não, porque o Ministério do Esporte já foi conduzido por ex-presidentes de UNE, por integrantes do PSDB no governo FHC, do DEM. O José Serra é ex-presidente da UNE e não esteve no ministério.

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Novo ministro do Esporte recebeu doações de patrocinadores da CBF

De acordo com a prestação de contas da última campanha, três de dez empresas ligadas à Confederação doaram dinheiro ao deputado, além de empreiteiras envolvidas na construição de estádios da Copa

Eduardo Bresciani

O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PC do B-SP), recebeu doações de campanha de empresas patrocinadoras da Confederação Brasileira de Futebol. Ele foi o presidente da CPI da CBF/Nike, mas nos últimos anos se aproximou de Ricardo Teixeira sendo um de seus interlocutores no Congresso. As declarações de bens do deputado mostram que ele teria perdido quase a metade do seu patrimônio entre 2006 e 2010.

Segundo as informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a prestação de contas de Aldo nas eleições do ano passado mostra que ele recebeu doações de três dos dez patrocinadores da CBF. O deputado comunista recebeu R$ 50 mil do banco Itau Unibanco, R$ 25 mil da Fratelli Vita Bebidas, que pertence à Ambev e R$ 80 mil da Companhia Brasileira de Distribuição, que controla o Grupo Pão de Açúcar.

O deputado recebeu ainda dinheiro de empreiteiras envolvidas na construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014. No ano passado, a Mendes Júnior doou R$ 100 mil a Aldo. A construtora participa das obras em Cuiabá. Em 2006, o deputado comunista recebeu R$ 40 mil de uma empresa do grupo Odebrecht, que está a frente de obras em quatro dos doze estádios do evento. Ele recebeu ainda R$ 200 mil em 2010 e outros R$ 250 mil em 2006 da construtora Camargo Corrêa, que não participa, porém, da construção de estádios.

Patrimônio. As informações prestadas ao TSE mostram ainda um dado curioso. O deputado perdeu quase a metade de seu patrimônio desde 2006. Naquele ano Aldo declarou ter R$ 612,9 mil em bens. No ano passado, este montante caiu para R$ 376,3 mil. A perda se deve basicamente a uma casa de R$ 203 mil declaradas em 2006 e que não consta na prestação de contas do ano passado. Em 2010, o único imóvel declarado por Aldo é uma casa em Viçosa (AL), que estava em construção quatro anos antes.

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CBF dá boas-vindas a ministro, um ex-inimigo

Nota em site assinada por Ricardo Teixeira fala em ‘parceria’; em 2000, Aldo Rebelo foi presidente de CPI que investigou as ações da entidade

Sílvio Barsetti

RIO – A cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) identificava três grandes adversários políticos no início da década passada: o deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP, licenciado e hoje secretário de Habitação do Estado), o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Pronunciar esses nomes em conversas mais reservadas com a direção da entidade suscitava, no mínimo, reações de ironia. Isso ainda vale para descrever a relação da CBF com Silvio Torres e Álvaro Dias. Com Aldo, a situação mudou.

O deputado federal presidiu a CPI da CBF/Nike, instaurada em 2000 e que levantou suspeitas de envolvimento do presidente da instituição, Ricardo Teixeira, em vários crimes financeiros. Depois, editou com Silvio Torres, relator da CPI, um livro rico em detalhes de transações nada transparentes do futebol brasileiro que sugeriam a participação direta de Teixeira. O dirigente conseguiu na Justiça proibir a circulação do livro, decisão vigente até hoje.

Aos poucos, Aldo deixou de se entusiasmar por investigações sobre denúncias de corrupção no esporte e é visto hoje com aprovação pela CBF.

Ricardo Teixeira não esconde de ninguém o desapontamento com o ex-ministro Orlando Silva, com quem era bastante afinado durante o governo Lula e que, depois, passou a emitir sinais de que não deveria demonstrar tanta proximidade com a entidade. Mas sabe que o papel do novo ministro, como interlocutor do governo federal nos assuntos relacionados à Copa de 2014, não deve mudar muita coisa. Para Teixeira, é claro o desalinhamento entre o governo Dilma Rousseff e a organização do Mundial.

Boas-vindas. Na quinta-feira, 27, porém, a CBF divulgou em seu site nota de boas-vindas a Aldo, assinada por Teixeira. “Desde já, a CBF se põe à disposição do ministro, dando-lhe a certeza de que terá na entidade uma importante parceira na sua grande empreitada à frente do Ministério do Esporte.” O Comitê Organizador da Copa do Mundo (COL), também presidido por ele, repetiu a iniciativa e parabenizou o ministro. “Que o ministro conte sempre com a nossa colaboração e saiba que as portas do Comitê estarão sempre abertas”, registrou Teixeira, no site do COL.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/

Ocupado canteiro de obras da usina de Belo Monte

Mais de 600 indígenas, pescadores, ribeirinhos e populações ameaçadas pelos impactos sociais e ambientais ocupam o empreendimento

Renato Santana

O canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na região de Altamira (PA), está ocupado por mais de 600 indígenas, pescadores, ribeirinhos e populações ameaçadas pelos impactos sociais e ambientais do grande empreendimento. A ocupação começou na madrugada desta quinta-feira (27).

Foto: Rebecca Sommer/ Movimento Xingu Vivo

A Rodovia Transamazônica (BR-230), a partir de trecho em frente ao canteiro, na altura da Vila de Santo Antônio, região de Altamira, está interditada e só passam veículos transportando doentes.

Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira, o movimento definiu como principal reivindicação que o governo federal envie autoridades para negociar com os as populações tradicionais o fim das obras de Belo Monte.

Outra decisão tomada pelos ocupantes é que o acampamento no canteiro de obras será permanente e desde já convocam outras entidades e movimentos a cerrarem fileiras nessa luta que, conforme os manifestantes, não irá parar.

Todo o processo de ocupação ocorreu de forma pacífica e é fruto das discussões entre os povos tradicionais durante o seminário “Territórios, ambiente e desenvolvimento na Amazônia: a luta contra os grandes projetos hidrelétricos na bacia do Xingu”.

Com o encontro, se pretendia analisar a conjuntura em torno de Belo Monte e discutir respostas às situações de risco e impactos geradas pela usina. As mesas de debate foram suspensas em vista da ação de ocupação do canteiro de obras.

São 21 povos indígenas envolvidos na mobilização. “Para mim, as pessoas que estão querendo fazer essas usinas, são uma doença. São um câncer que vai matar o planeta. Nós somos o remédio para essa doença!”, disse Davi Gavião que segue: “Sou filho de quem foi impactado por uma usina. Faz 35 anos que nosso povo foi retirado da sua área e até agora estamos lutando por uma indenização. Faz 35 anos! Essa Belo Monte vai trazer muitos impactos também. Temos que lutar contra todas as barragens! (sic)”.

Entre os pescadores, Raimundo Braga Nunes: “Tenho certeza que depois de Belo Monte vou ser obrigado a mudar de trabalho, porque peixe não vai ter. Vai morrer, ou vai migrar. Eu não me calo, estou pronto para brigar, preparado. Convido nossos amigos indígenas para somar forças para proteger nosso rio. O Xingu é nosso pai e mãe”.

Foto: Rebecca Sommer/ Movimento Xingu Vivo

Decisão adiada

Nesta quarta-feira (26), as populações impactadas viram o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Fagundes de Deus votar contra a Ação Civil Pública que pede a paralisação das obras de Belo Monte. Conhecedor do setor energético, o desembargador se posicionou tendo como base a experiência adquirida na área, pois já advogou para a empresa Eletronorte.

Impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF), a ação é um recurso de apelação onde se pede o cancelamento do licenciamento ambiental e a inconstitucionalidade do Decreto 788/2005 do Congresso Nacional – que libera a obra sem a realização da consulta de boa fé aos povos indígenas do Xingu e populações tradicionais, tal como diz a Constituição Federal e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A desembargadora Maria do Carmo Cardoso, terceira a votar a matéria durante a sessão desta quarta-feira doTRF-1, em Brasília (DF), pediu vistas da Ação Civil Pública e interrompeu o julgamento – programado para entrar em pauta no dia 9 de novembro.

Dessa forma, a ocupação é também uma resposta a postura da Justiça que apesar de todas as irregularidades, 11 ações denunciando ilegalidades no processo de Belo Monte em tramitação, além de pareceres contrários à obra trabalhados por um painel de especialistas e MPF, não interrompe as obras. Sobretudo, não reconhece a e leva em conta a opinião das comunidades que agora ocupam o canteiro.

Primeiro voto: a favor da ação

O primeiro voto dos desembargadores do TRF-1, no último dia 17, declarou inválidas a autorização e licença ambiental para Belo Monte.

“É de nenhuma eficácia a autorização emitida pelo parlamento”. Com essas palavras a desembargadora Federal Selene Maria de Almeida desqualificou o Decreto Legislativo nº 788/2005 do Congresso Nacional que autorizou a construção da usina de Belo Monte. Ela considerou igualmente inválido o licenciamento ambiental de Belo Monte.

Num voto elaborado e denso, a desembargadora acatou a maioria dos pontos apresentados pelo MPF/PA, sendo o argumento mais importante o fato de as comunidades indígenas afetadas pela usina de Belo Monte não terem sido consultadas a respeito, conforme mandam a Constituição Federal e tratados internacionais, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil em 2004 (Decreto nº 5.051/2004).

Ela não deixou dúvidas sobre a necessidade das oitivas: “A Constituinte prescreve que sejam ouvidas as comunidades indígenas afetadas. Para protegê-las”. Em seu voto, Selene reafirmou o posicionamento já adotado pelo TRF-1 quando da primeira avaliação da matéria, em 2006.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/

Aldo Rebelo, novo ministro dos Esportes, é amigo de Eurico e Ricardo Teixeira

Por Jorge Lourenço

Confirmado como novo ministro dos Esportes, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) reforça a lua-de-mel do Vasco com as autoridades. Rebelo é sócio-honorário do clube e foi figura ativa nas últimas eleições, em agosto. Na ocasião, ele apoiou abertamente a chapa de Eurico Miranda, encabeçada por Pedro Valente. Além do Ministério dos Esportes, o Vasco também tem a seu favor o prefeito Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e o ex-presidente Lula, que também torce pelo Corinthians.

Diga-me com que andas…

Novo ministro dos Esportes recebeu apoio da CBF nos bastidores

Novo ministro dos Esportes recebeu apoio da CBF nos bastidores

Além de Eurico Miranda, a quem Aldo Rebelo chama de “companheiro” em vídeo, o novo ministro também é confidente de Ricardo Teixeira, presidente da CBF. No passado, o deputado fez ferrenha oposição à Teixeira e chegou a escrever um livro sobre os podres da CBF. A obra acabou embargada pela Justiça e, anos depois, Rebelo e o cartola acabaram virando amigos próximos. Quando a queda de Orlando Silva já era iminente, a confederação já indicava que apoiaria o deputado na pasta.

Aliás

Apesar de vascaíno, Aldo Rebelo já se colocou como opositor da atual administração do ex-jogador Roberto Dinamite. Em pronunciamentos anteriores, ele acusou a diretoria de ter “vendido” o Vasco e destruído a identidade do clube.

Fonte: http://www.jb.com.br/

“Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário…

Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado.

Sim senhores e senhoras, a frase acima foi dita, obviamente, por um político.

Nada menos do que o governador do Ceará, Cid Gomes.

Fonte: http://diariodoprofessor.com/

Heranças da ditadura militar e a hora da verdade

Senhor Presidente, senhoras e senhores Deputados,

Neste final de semana, fomos todos surpreendidos pela reportagem do jornalista Leandro Fortes, da revista Carta Capital, que denunciou a existência de um Manual de Contra-Inteligência, elaborado recentemente pelo Exército Brasileiro, que desrespeita frontalmente nossa Constituição e ataca o Estado Democrático Direito, pelo qual tanto lutamos – e temos lutado – desde o fim da ditadura militar em nosso país.

O manual é um conjunto de normas e orientações técnicas que revelam que os generais do Exército continuam espionando cidadãos comuns e infiltrando agentes em sindicatos e organizações sociais definidas por eles como potenciais terroristas. O manual, considerado “secreto”, lista como potenciais inimigos (chamados de forças/elementos adversos) praticamente toda a população não fardada do país e os estrangeiros: movimentos sociais, ONGs e até órgãos governamentais, de “cunho ideológico ou não”.

Define movimentos de luta por cidadania, direitos civis e liberdade religiosa como potenciais terroristas, e reforça o lobby dos militares pela adoção de uma lei anti-terrorismo nos moldes daquela que os Estados Unidos queriam impor ao mundo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Para se ter uma idéia, senhores Deputados, o manual recomenda a criação de uma “rede de informantes” por meio do recrutamento de pessoas integrantes de organizações sociais, ou seja, da “cooptação de agente hostil, utilizando-o como agente duplo”. E também orienta a produção de conhecimento sobre “militares envolvidos em manifestações contrárias aos interesses da instituição”.

Ou seja, a repressão continua agindo, 26 anos depois, revelando que a herança de uma página não virada de nossa história vai muito além da tortura que também continua sendo praticada nos órgãos de polícia do país. A cúpula do Exército brasileiro segue, nos dias de hoje, usando o Estado para agir contra seus cidadãos e cidadãs, atropelando novamente o regime democrático, em nome sabe-se lá do que. Isso revela a urgência de colocarmos em pleno funcionamento a Comissão da Verdade em nosso país e de punirmos aqueles praticaram violações de direitos durante a ditadura. Fica claro, uma vez mais, como a reconciliação nacional imposta pela Lei de Anistia foi insuficiente para que as idéias e as práticas empregadas nos anos de chumbo fossem deixadas de fato no passado.

O Centro de Comunicação do Exército (CComsex) chegou inclusive a fazer uma ameaça velada à Carta Capital e ao jornalista Leandro Fortes. Em resposta à revista, disse que “todo aquele que tiver conhecimento de assuntos sigilosos fica sujeito às sanções administrativas, civis e penais decorrentes de eventual divulgação dos mesmos”. Será que estão com saudade da censura, que desconhecem que em casos como este a liberdade de imprensa e o interesse público devem prevalecer diante de um suposto sigilo de tal documento?

Por isso, senhor Presidente, informamos a esta Casa que, além de requerer informações ao Ministério da Defesa acerca dessa publicação do Exército Brasileiro e de sua utilização, possivelmente também pelas demais Forças brasileiras, vamos defender a convocação do senhor Ministro da Defesa, Celso Amorim, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, para explicar do que se trata tal “Manual”. A reportagem da Carta Capital afirma que Amorim desconhecia a existência do documento até a última semana. O texto teria, no entanto, sido aprovado com o aval do ex-ministro Nelson Jobim.

A perplexidade causada por tal informação é incomensurável e ganha ainda mais relevância quando suspeita-se que tal prática estaria em andamento sem o conhecimento ou controle da autoridade que tem entre suas atribuições zelar pelo cumprimento da Constituição, como é o caso do senhor Ministro da Defesa. O governo brasileiro tem, portanto, explicações a dar.

Queremos saber, por exemplo, se existem manuais de conteúdo similar em uso nas demais Forças brasileiras; se esses manuais estão em utilização e contra quais entidades e pessoas estão sendo aplicadas suas recomendações, com base em que fundamentação legal. Tais informações são fundamentais para embasar a adoção de medidas que aperfeiçoem os instrumentos de ação dos órgãos militares no país, colocando-os dentro dos limites da legalidade e dos valores da democracia conquistados em nossa Constituição de 1988.

Gostaria de registrar ainda dois fatos que estão diretamente relacionados a este assunto. Esta semana, acontece aqui nesta Casa o 5º Seminário Latino-Americano de Anistia e Direitos Humanos, promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. O evento vai debater o cumprimento das leis de anistia pelo Brasil e o resgate da memória e da verdade. Contaremos, inclusive, com o depoimento do ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya, que falará sobre o golpe contra o seu governo em 2009.

Ontem também aconteceu no Senado uma audiência pública sobre o projeto de lei, aprovado aqui na Câmara, que cria a Comissão Nacional da Verdade. Esta semana o relator do texto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, senador Aloysio Nunes, deve apresentar seu relatório. Nos somamos aqui ao pleito de diversas organizações de defesa dos direitos humanos e de vítimas e familiares de mortos e desaparecidos políticos por mudanças no projeto que garantam não apenas estrutura para o pleno funcionamento da Comissão da Verdade como também possibilitem que a verdade efetivamente venha à tona – para que não continuemos sendo surpreendidos por práticas como a deste “manual” do Exército Brasileiro.

Por fim, senhor presidente, registro a lamentável entrevista dada na noite de segunda-feira ao Roda Viva, da TV Cultura de SP, por José Anselmo dos Santos, o cabo Anselmo. Um homem que, cooptado pelos órgãos da repressão, se tornou agente duplo da ditadura e delatou inúmeros companheiros ao delegado Fleury e sua tropa de tortura do Dops de São Paulo. Entre elas, sua própria mulher, Soledad Viedma, que foi assassinada brutalmente pelos militares. Durante a entrevista, o cabo Anselmo repetiu mais uma vez que vive tranqüilo com sua consciência, porque sua companheira “sabia dos riscos da atividade em que estava envolvida”, e sua opção ao entregar companheiros para a tortura e para a morte foi “contribuir para acabar com a guerra civil que estava em andamento no país”.

Essa “guerra” nada mais era do que a luta daqueles que ousaram se erguer – e entregar sua vida – para resistir diante de um regime ilegal, autoritário e cruel, que até hoje segue sem ser completamente conhecido, com impactos extremamente prejudiciais à consolidação de nossa democracia. Que o Brasil tenha a coragem, agora, de passar seu passado a limpo, pelas vítimas da ditadura que ainda estão vivas e pelas futuras gerações de brasileiros. Para que isso nunca mais se repita.

Muito obrigado.

Ivan Valente

Deputado Federal PSOL/SP

Enem e a ditadura dos rankings

Professora da USP critica a utilização indiscriminada de exames para avaliar a qualidade da educação

“Acredita-se em um poder mítico dos números e esquece-se que o ensino tem objetivos que não são passíveis de mensuração quantitativa”, afirma Cristiane Gottschalk, doutora em filosofia da educação e professora da Universidade de São Paulo. Além do alto número de rankings que procuram medir a qualidade de escolas e universidades, Gottschalk comenta a recente polêmica sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a promoção de instituições de ensino com base no resultado da prova.

Existe na sociedade uma neurose em torno de rankings universitários e escolares?

Sem dúvida. Existe uma pressão crescente da economia mundial sobre os sistemas educacionais para que sejam determinados os níveis de eficiência das escolas e universidades. Um dos resultados são esses rankings que têm ocupado as manchetes, como se fossem descrições precisas do grau de eficiência das instituições. A avaliação de um aluno da escola básica não pode se reduzir a um número aferido por provas de disciplinas específicas, como matemática e português. Do mesmo modo, a pesquisa na universidade transcende a quantidade de artigos publicados em revistas especializadas.

Há fatores que não podem ser mensurados, mas são determinantes?

Além de serem determinantes, são condições de aprendizado, como a transmissão de princípios e procedimentos que são ensinados muitas vezes de modo tácito. Técnicas de memorização, modos de comparar e organizar fenômenos, diferentes formas de raciocínio (indutivo, analógico e dedutivo)… Há uma gama ilimitada de “fatores” não passíveis de serem mensurados em curto prazo.

O Enem é mais usado para a promoção dos colégios do que para a análise do ensino no país?

Sim. Mas, além desse uso perverso do Enem, que esconde interesses privados, gostaria de ressaltar outro equívoco. O exame está fundamentado em uma teoria pedagógica específica, denominada “pedagogia das competências”. Essa concepção tem como norte o desenvolvimento já na escola de competências exigidas pelo mercado de trabalho. Mais preocupante é que o governo tem anunciado o propósito de utilizar o Enem como modelo para o currículo do ensino médio, induzindo, assim, todas as escolas públicas a adotarem uma única metodologia de ensino. A escola perde sua autonomia e os professores passam a ser meros executores de orientações pedagógicas vindas de cima.

Fonte: http://revistacult.uol.com.br/

A zona por trás da Revolução Industrial

Museu de Ciência de Londres oferece visita à oficina do engenheiro James Watt, remontada aos moldes da original, com objetos que o ajudaram a aperfeiçoar a máquina a vapor.

Barbara Axt

A zona por trás da Revolução Industrial

A oficina de James Watt é um registro físico da vida profissional e dos interesses do engenheiro escocês. Os móveis, porta, janela e mais de 8 mil objetos foram preservados essencialmente como foram deixados após a sua morte. (foto: Science Museum)

James Watt, o engenheiro escocês responsável pela máquina a vapor que deu origem à Revolução Industrial, é a prova de que nem todo mundo precisa de um ambiente de trabalho organizado para ser produtivo e genial. Pelo menos é o que se pode concluir de uma visita à sua oficina, que foi recriada com as peças originais e exposta no Museu de Ciência de Londres.

Considerado um herói no século 19, Watt – cujo nome deu origem à medida de potência que usamos hoje – não inventou a máquina a vapor. Mas foi ele quem a aperfeiçoou, criando um condensador de vapor separado que aumentou a produtividade e permitiu que o vapor fosse usado não somente em minas de carvão mas também em moinhos, fábricas, olarias etc.

Considerado um herói no século 19, Watt não inventou a máquina a vapor, mas foi ele quem a aperfeiçoou

Em outras palavras, sua invenção permitiu que a Revolução Industrial acontecesse… a todo o vapor!

Logo após a sua morte, em 1819, a sala em que ele trabalhava foi mantida intocada no sótão de sua casa em Birmingham (Inglaterra), recebendo visitantes ocasionais pelos 100 anos seguintes. Porém em 1924, um ano antes de a casa ser demolida, a oficina foi desmontada e todo o seu conteúdo, incluindo a porta e a janela, foi transferido para o Museu de Ciência.

Depois de anos exposta sem muito destaque, este ano o museu decidiu colocá-la em um lugar de honra. A bancada central foi retirada para que os visitantes possam ‘entrar’ na oficina.

Acompanhe a CH On-line em um passeio pela oficina de Watt

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Quem guarda tem

A ideia é permitir uma visita ao espaço do jeito que era quando Watt ainda trabalhava lá. De acordo com os curadores, entre as centenas de objetos nas prateleiras, tem coisa que até hoje ninguém sabe muito bem para que serve. Foram catalogados nada menos que oito mil itens, algumas peças nas quais Watt tinha trabalhado 60 anos antes e ainda estavam ali, ao alcance da mão.

Entre as centenas de objetos nas prateleiras, tem coisa que até hoje ninguém sabe muito bem para que serve

Por todos os lados se veem bustos do próprio inventor. Um dos últimos projetos de Watt foi inventar uma máquina que reproduzisse esculturas. É possível ver a tal máquina, completa, com um pano amarrado na parte em que ele costumava bater com a cabeça ao se levantar. Conta-se que ele costumava produzir cópias em miniatura de seu próprio busto e presentear a amigos, dizendo que eram “obras de um jovem artista que recentemente fez 83 anos”.

 

Bustos de Watt 
Na exposição, há uma série de bustos do próprio inventor e a máquina utilizada para produzi-los. Conta-se que Watt costumava produzir cópias em miniatura de seu próprio busto e presentear a amigos. (foto: Barbara Axt)

James Watt ficou rico com suas invenções e se tornou tão famoso na época que chegou a ganhar uma estátua na Westminster Abbey (que, reza a lenda, era tão grandiosa e pesada que rachou o piso da abadia).

No próximo mês começam a circular na Inglaterra as novas notas de £50, que têm a imagem de James Watt ao lado de seu sócio, Matthew Boulton.

Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/

Pesquisadores científicos de SP têm os piores salários do Brasil

Está circulando entre cientistas e pesquisadores do Estado de São Paulo  um abaixo-assinado para mobilizar a categoria em busca de melhores condições nos institutos de pesquisa. Foi lançado pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) e o texto é dirigido ao governo do Estado de São Paulo.

Abaixo-assinado: Valorização dos Institutos de Pesquisa e de seu corpo técnico-cientifico

Ao Governo do Estado de São Paulo

Nós pesquisadores científicos do estado de São Paulo elaboramos este abaixo-assinado com a intenção de buscar apoio da sociedade para a melhoria nas condições dos Institutos de pesquisa e dos salários dos pesquisadores e dos funcionarios de apoio a Pesquisa Científica.

Conheçam mais sobre os Institutos de Pesquisa e sobre a carreira de pesquisador científico nos ites www.pesquisador.sp.gov.br e www.apqc.org.br .

Fonte: http://www.viomundo.com.br/

Montadoras vão somar um Canadá à produção anual a partir de 2015

Novas fábricas que serão construídas no País vão elevar capacidade de produção de automóveis em 2 milhões, de 4,3 milhões para 6,3 milhões

Cleide Silva

As novas fábricas de automóveis que serão construídas até 2015 e a ampliação das já existentes vão adicionar ao mercado brasileiro uma capacidade produtiva similar a do Canadá, de 2 milhões de veículos ao ano. Apesar do significativo número de novas marcas que chegarão ao País, como as chinesas Chery e JAC, metade desse volume virá dos projetos de expansão das quatro maiores fabricantes atuais.

Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen prometem adicionar quase 1 milhão de automóveis com ampliação de suas linhas ou construção de novas fábricas. Diante da ameaça asiática, as montadoras veteranas vão se esforçar para garantir suas posições no mercado brasileiro, um dos mais cobiçados no setor automobilístico mundial pelo fato de continuar crescendo em meio a uma crise global, ainda que mais lentamente.

A indústria local tem capacidade para produzir 4,3 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus por ano, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Com os projetos já anunciados, esse potencial vai a 6,3 milhões, dependendo da quantidade de turnos de trabalho em cada fábrica. Um crescimento de 46,5%.

A estimativa das fabricantes e das empresas de consultoria é de um mercado doméstico de 4 milhões de veículos em 2014, chegando a 5 milhões em 2018 e 6 milhões em 2020, incluindo importados. Grande parte dos planos anunciados vislumbra o consumo interno e alguma exportação a países da América do Sul.

Somente as associadas à Anfavea têm planos de investir US$ 21 bilhões nos próximos cinco anos (média de US$ 4,2 bilhões por ano), bem acima da média de 2007 a 2010 (US$ 2,9 bilhões) e da fase anterior, de 2004 a 2006, quando foram investidos apenas US$ 1,2 bilhão por ano.

Para o especialista em indústria automobilística e presidente do Lean Institute, José Roberto Ferro, apesar de toda a competição dos últimos anos com a chegada de novas marcas, as quatro grandes montadoras continuam dominando o mercado e a tendência é de que não ocorram mudanças significativas nessa lista.

“Nos próximos cinco anos não vai mudar nada, e as quatro grandes continuarão na frente”, avalia Ferro. Segundo ele, além de ampliar capacidade produtiva, essas companhias têm rede de distribuição por todo o País.

Ferro admite, entretanto, que a fatia do grupo no bolo de vendas possa ser menor que a atual. Hoje, Fiat, Volkswagen, GM e Ford detêm 67% das vendas totais de carros novos, participação que era de 85% em 2000.

Espaço. As novatas que chegam para dividir ainda mais o bolo do mercado brasileiro, quarto maior do mundo, atrás de China, EUA e Japão, são as chinesas Chery, JAC, Lifan e Great Wall, a coreana Hyundai, a japonesa Suzuki e talvez a alemã BMW.

“Um mercado como o nosso atrai todo o mundo, e certamente haverá uma divisão maior na participação do mercado de cada marca, mas há espaço para todos”, diz André Beer, ex-dirigente da GM do Brasil e sócio da André Beer Consult & Associados.

Com dinheiro em caixa e seguindo desafio da matriz alemã de fazer do grupo o maior do mundo até 2018, a Volkswagen do Brasil vai decidir nos próximos meses se amplia uma das três fábricas (São Bernardo, Taubaté ou São José dos Pinhais) ou se constrói mais uma filial.

O grupo tem capacidade para produzir 3,5 mil carros por dia e vai ampliar para 4 mil a 4,5 mil, diz o presidente da VW do Brasil, Thomas Schmall. O plano de investimento de R$ 8,7 bilhões para 2010-2016 será reforçado.

As japonesas Toyota e Nissan também terão mais uma fábrica cada, respectivamente em Sorocaba (SP) e Resende (RJ).

Fonte: http://economia.estadao.com.br/

Exportações de carne bovina somarão US$ 5 bi em 2011

O valor é cerca de 4% superior ao registrado no ano passado

As exportações brasileiras de carne bovina devem ultrapassar US$ 5 bilhões este ano, estima Antônio Camardelli, presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec). O valor é cerca de 4% superior ao registrado no ano passado, quando as vendas externas do produto somaram US$ 4,8 bilhões. Para os volumes exportados, porém, a estimativa é de uma queda expressiva, entre 15% e 20%, de acordo com Camardelli, que apresentou ontem os números das vendas externas do setor até setembro. No ano que passou, os embarques de carne bovina do Brasil alcançaram 1,8 milhão de toneladas.

A razão para a forte queda esperada nos volumes exportados são, segundo Camardelli, a oferta menor de matéria-prima, o cenário econômico internacional que afeta a demanda e a crise nos países árabes, que acabou impactando as vendas do Brasil. Os números das exportações em setembro já refletem o cenário externo. As vendas somaram US$ 457,8 milhões no mês, 25% mais do que os US$ 366,4 milhões de igual mês de 2010. Em volume, as vendas recuaram 4,45% na mesma comparação, para 84,4 mil toneladas.

Da receita total registrada em setembro, US$ 393,2 milhões foram carne in natura e o restante, processada. Em volume, foram 74,6 mil toneladas de carne in natura (uma queda de 3,14%) e 9,8 mil toneladas de industrializada (recuo de 13,4%). O aumento na receita com os embarques de carne pode ser explicado pela elevação dos preços médios na exportação, decorrentes da menor oferta, principalmente. Em setembro, o preço médio foi de US$ 5.423 por tonelada, alta de 30,76% sobre igual mês de 2010, segundo a Abiec.

De acordo com Camardelli, a oferta menor de carne bovina e a crise já levam a União Europeia a mudar a “configuração do cardápio”, com menos cortes de filé mignon e mais contra-filé. Ele disse, porém, que as restrições da Rússia a estabelecimentos exportadores do Brasil não afetaram as vendas àquele país, já que as empresas conseguiram redirecionar as exportações para unidades não afetadas. Em setembro, o país comprou 20,2 mil toneladas de carne do Brasil.

Já as exportações de carne industrializada continuam pressionadas. O principal motivo é a queda das vendas ao mercado americano, ainda por influência do imbróglio da ivermectina, um vermífugo usado no rebanho bovino. No ano passado, os EUA detectaram níveis de resíduos do vermífugo acima do limite em carne industrializada do Brasil. Análises para detectar tais resíduos aumentaram os custos dos exportadores, desestimulando as vendas. “Isso nos tira a competitividade”, disse Camardelli.

Os números entre janeiro e setembro já refletem o esperado para todo o ano. No período, as exportações brasileiras de carne (in natura e industrializada) alcançaram US$ 3,563 bilhões, alta de 3,88% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Em volume, foram 689,5 mil toneladas, um recuo de 21% em relação ao período entre janeiro e setembro do ano passado. (Fonte: Valor Econômico)

Fonte: http://www.ocb.org.br/

CIDADE ADONIRAN

FOTÓGRAFO OTAVIO VALLE MOSTRA COMO A OBRA DE ADONIRAN BARBOSA CONTINUA VIVA NAS RUAS DE SÃO PAULO

Raça Brasil

O SESC Consolação, na capital paulista, traz uma exposição com 20 fotos da cidade de São Paulo, inspiradas nas músicas de Adoniran Barbosa (1910-1982)

Adoniran Barbosa

O fotógrafo Otavio Valle desenvolveu o projeto Cidade Adoniran a partir das histórias contadas pelo sambista. “Adoniran  foi um dos grandes cronistas de São Paulo. O artista traduziu como ninguém a alma dos paulistas. Sua obra traz uma infinita coleção de retratos da gente que ajudou construir a metrópole”, conta o autor do trabalho.

Saudosa Maloca

A vida dura e pobre dos imigrantes, as experiências nos cortiços, os trabalhos informais que experimentou contribuíram muito na construção dos personagens que povoam o universo dos sambas de Adoniran Barbosa
Otavio Valle escolheu homenagear Adoniran especialmente em função da história de vida do artista. “Distante dos aristocráticos círculos de intelectuais da sua época, o poeta e compositor popular encarnou em seus personagens e canções a mistura da cultura de caipiras, negros, nordestinos, estrangeiros que moldou a capital”, aponta.

 

Viaduto Santa Ifigênia

SERVIÇO
CIDADE ADONIRAN
de Otavio Valle (www.olhonocelular.blogspot.com)
SESC Consolação
Endereço: Rua Doutor Vila Nova, 245 – Vila Buarque – São Paulo – SP)
Até 30 de setembro

Fonte: http://racabrasil.uol.com.br/

Brasil gasta R$ 8 bilhões por ano por não reciclar materiais descartados

Membros do Ministério do Meio Ambiente ainda garantiram o fim dos resíduos em aterros e lixões para 2014

Raoni Scandiuzzi

A região Nordeste concentra atualmente 89% dos municípios que não possuem tratamento de resíduos (Foto: Arquivo Rede Brasil Atual)

São Paulo – O governo estuda formas de reverter o “desperdício” de R$ 8 bilhões gastos anualmente por não reciclar resíduos compostos por plástico, metal, papel e vidro, informou nesta segunda-feira (10) o diretor executivo da Secretaria Nacional de Ambientes Urbanos do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Costa, durante audiência pública realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para debater o Plano Nacional de Resíduos Sólidos.

“Esse é um dado que nós queremos resgatar. Nós trabalhamos para fazer a integração dos planos estaduais, municipais e federal em uma única política nacional para lidar com o tratamento de resíduos sólidos”, explicou o diretor. O secretário da pasta, Nabil Bonduki, também participou do encontro, onde foram discutidas estratégias para implementação de políticas públicas voltadas ao tratamento de resíduos.

Para Costa, os municípios de pequeno porte são os mais difíceis de se atingir. “Nunca vamos conseguir implantar um aterro por município, então temos de fazer consórcios intermunicipais, de tal forma que implante uma quantidade menor de aterros para atender a um conjunto de municípios”. O diretor explicou ainda que o custo elevado e as dificuldades operacionais dessas obras inviabilizam a construção de aterros sanitários nas pequenas cidades.

A região Nordeste concentra atualmente 89% dos municípios que não possuem tratamento de resíduos. Para reverter essa situação, Bonduki aconselha uma inversão de valores. “Os municípios têm renda muito baixa, isso desestimula e torna todo o processo mais difícil. Temos de parar de ver o lixo como um problema e passar a enxergá-lo como recurso. Com isso, talvez até os municípios menores e mais pobres poderão se dar bem nesse assunto”, disse o secretário, que ainda falou sobre a importância de essas cidades implantarem a coleta seletiva e a compostagem.

Costa comentou que um plano nacional deve despertar o interesse de todos. “Dificuldade maior está no sentido de garantir que o Plano Nacional de Resíduos se constitua nacionalmente, porque ele não é um plano somente para o União, ele é para os estados, municípios, para os cidadãos, para o setor empresarial e produtivo”, disse.

Fim dos aterros e lixões

Costa afirmou que a partir de agosto de 2014, de acordo com a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, todos os dejetos devem ser despejados de forma ambientalmente adequada. “Dessa data em diante não será mais permitido levar resíduos para aterros, e os lixões existentes devem ser encerrados”, disse.

De acordo com o previsto no ítem V do artigo 15º da lei, o Ministério do Meio Ambiente deverá implementar metas para a eliminação e recuperação de lixões, associadas à inclusão social e à emancipação econômica de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis. Bonduki também falou a respeito dos catadores e como melhorar a remuneração para a categoria.

“É muito importante o pagamento de serviços ambientais a esses catadores. Já existe um projeto de lei no Congresso Nacional, apoiado pelo Ministério do Meio Ambiente, para que possamos criar essa figura de remuneração pelo serviço ambiental. Dessa maneira, o catador poderá receber, por exemplo, por tonelada de resíduo recolhido e triado. O catador precisa ser tratado como qualquer trabalhador, inclusive com uma remuneração básica”, disse Bonduki.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/

Escrever, dizer, contar, compartilhar …

Escrever, dizer, contar, compartilhar

contar histórias de agora, da memória

da lágrima que caiu, do sorriso que insistiu,

veios de sol na estrada,

folhas trocadas,

palavras estancadas,

roubadas, achadas,

misturadas em tudo,

sem nada,

apenas palavras,

que dizem tudo,

quando nao

querem dizer nada.

Edila Cristina Barbosa Santos

Não faltam professores no Brasil

O Brasil tem as melhores faculdades de educação, elas têm conceito bom perante os olhos do órgão que as avaliam. Transbordam especialistas. Se abrissem inscrições para ingresso de professores, em todo o território nacional, ao mesmo tempo, apareceria um milhão de mestres para serem contratados: mas e o salário? Ufa! Milhares de professores desistiriam das promessas centenárias de valorização da profissão e da carreira e virariam as costas para a política pública, iam preferir a privada.

Alunos não desistem de estudar, eles são empurrados para o lado de fora, porque ainda há escolas que não aprenderam a fazer um projeto pedagógico que implante o respeito às diferentes formas de aprender; não respeitam inteligências e caducaram a metodologia de “avaliar”. Confundiu-se currículo com cubículo, onde fazem uma fila desvairada à procura de um prato de sopa de letrinhas.

Não faltam livros, estão lá, impressos e distribuídos para quem quiser. Pior é que se os brasileirinhos e brasileirões quiserem ler um conto de José de Alencar, de Machado de Assis ou conhecer as poesias de Cecília Meirelles, de Augusto dos Anjos ou qualquer outro, vão ter que pesquisar nos brechós. É inegável que há escolas fazendo um belíssimo trabalho! Elas fazem, às próprias custas, o milagre da ressurreição do arquivo fantástico que esse Brasil possui.

As crianças não desistiram de brincar de roda, de jogar peteca, de pular amarelinha e nem rejeitam a história dos três porquinhos (tremenda aula de administração) do patinho feio (aula de socialização) ou da branca de neve (aula de tudo): elas precisam das histórias. A ficção educa tanto quanto a realidade. A criança passa a vida toda procurando o valor de x. Na verdade, o que ela quer mesmo é encontrar o valor dela, o valor da vida.

O Brasil não é um país pobre, é a 8ª economia do mundo. Dados indicam que o Brasil investe 4,3% do PIB em educação. E como ensinou D. João VI, o Brasil aplica 6,7 vezes mais no ensino superior do que em nível básico.

Segundo o Sing – Sistema Nacional de Informações Sobre o Gasto Social: Educação Infantil – 0,4%, Ensino Fundamental – 2,5%, Ensino Médio – 0,5% e Ensino Superior – 0,9%.

Avaliações internacionais de que o Brasil participa, como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), organizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), colocam o Brasil entre os últimos classificados em Leitura e Interpretação de Textos, Matemática e Ciências. Numa amostra de 57 países… O Brasil ficou em 53º lugar. Numa escala de zero a 6, a média obtida pelo País em 2009 equivale ao nível 2 em leitura, 1 em ciências e 1 em matemática.

Feliz Dia do professor! Não desista!

Ivone Boechat – i.boechat@terra.com.br

R$ 2 bilhões ao etanol

O governo deve liberar R$ 2 bilhões em financiamentos para estimular projetos de estocagem de etanol, em uma tentativa de evitar a escassez do combustível em períodos de entressafra.

Correio Braziliense

A intenção é reduzir o impacto — entre dezembro e março — dos picos de preço observados nos últimos dois anos.

A concessão será autorizada por medida provisória e pode ser publicada ainda esta semana, segundo a agência Reuters.

Os recursos para a linha de crédito devem ser administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco do Brasil. As condições dos empréstimos serão regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Outra medida provisória que está em estudo pelo governo prevê a desoneração da cadeia de processamento de álcool, como forma de estimular a produção e, consequentemente, garantir um abastecimento mais regular do mercado consumidor.

Mistura

No início deste mês, entrou em vigor a redução de 25% para 20% da mistura obrigatória do etanol na gasolina, que também visa aliviar a pressão sobre a demanda do produto.

O volume de combustível renovável, pela legislação atual, pode ser reduzido até 18%. A diminuição, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi feita porque o governo estima que a safra 2012/2013 seja semelhante à anterior, prejudicada pelo clima desfavorável e pelos altos preços do açúcar no mercado externo.

O envelhecimento do canavial brasileiro, resultado da falta de investimentos no plantio, também prejudicou o rendimento da última colheita.

Fonte: http://www.agenciat1.com.br/

EDUCAR – Rubem Alves

Governo de São Paulo tenta esvaziar caso de emendas

Base de Alckmin na Assembleia convida, e não convoca, Roque Barbiere; Bruno Covas deve falar só na Comissão de Meio Ambiente

Fernando Gallo 

A base do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo atuou ontem, na primeira reunião do Conselho de Ética sobre a suposta venda de emendas parlamentares, para evitar que o deputado Roque Barbiere (PTB) vá ao órgão submeter-se às perguntas dos parlamentares e para blindar o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas (PSDB).

O encontro foi secreto, a pedido do deputado Campos Machado (PTB), um dos membros do conselho. “Não vou aceitar essa questão de democracia. Isto é demagogia”, disparou. A base governista, que tem maioria no conselho, aprovou a proposta por seis votos a dois. As manifestações contrárias foram dos dois petistas da comissão.

O conselho aprovou um convite para que Roque Barbiere deponha na próxima quinta-feira. Por não se tratar de uma convocação, o deputado não é obrigado a comparecer. Durante a reunião, Campos Machado propôs que Barbiere preste depoimento por escrito em um prazo de até 30 dias a partir do momento em que for notificado do convite. A proposta foi vista por alguns parlamentares como uma tentativa da base de protelar as explicações e esvaziar as denúncias.

Durante todo o tempo, o líder do PTB insistiu que Barbiere tem de ser tratado como denunciante, e não como denunciado, o que implicaria que ele não pode vir a ser convocado a dar explicações. Como o regimento interno e o Código de Ética da Assembleia são vagos a respeito das prerrogativas do conselho, é provável que essa tese prevaleça.

Caso Covas, Simultaneamente à reunião do Conselho de Ética, o líder do PSDB, Orlando Morando, negociou a ida de Bruno Covas à Comissão de Meio Ambiente na próxima terça-feira. O secretário deverá tratar de questões relativas à sua pasta e também dos relatos que fez sobre uma tentativa de um prefeito de lhe pagar propina. A estratégia da base, neste caso, é esvaziar a necessidade de outro depoimento de Covas – no Conselho de Ética – e evitar que seu nome conste do relatório final sobre as acusações de venda de emenda.

O conselho volta a se reunir na quinta-feira que vem para apreciar os requerimentos do PT e do PSOL, que pedem o convite ao secretário Bruno Covas, ao deputado Major Olímpio (PDT) e aos ex-secretários da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), hoje senador, e Luiz Antonio Guimarães Marrey.

Marrey afirmou nesta quinta-feira, 29, ao Estado que “tem uma lembrança” do requerimento de informações formulado por Barbiere à Casa Civil em 22 de dezembro sobre o funcionamento de emendas. “Mas são muitos papeis. Não foi algo que chamou a atenção especialmente”. E apontou para a gestão Alckmin: “(o documento) não foi apresentado em tempo hábil de ser respondido na nossa administração”.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

Milhares ao redor do mundo protestam contra sistema financeiro

AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Crise Econômica

Milhares de pessoas foram às ruas de cidades do mundo todo, neste sábado (15), em um dia global de protestos. Os atos questionam a elite financeira, a desigualdade econômica e o socorro aos bancos em detrimento das populações dos países endividados, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.

A onda de protestos global, sob o lema “United for globalchange” (Unidos por uma mudança global, na tradução livre), faz parte da iniciativa internacional convocada para 951 cidades de 82 países –incluído o Brasil– e reforçam o movimento “Occupy Wall Street” (Ocupe Wall street, em tradução livre), que mobiliza Nova York há quase um mês.

afael Andrade/Folhapress
Jovens participam de manifestação na Calandária, no Rio, do movimento iniciado após a ocupacao de Wall Street, em Nova York
Jovens participam de manifestação na Candelária, no Rio, do movimento iniciado após a ocupação de Wall Street

Paralelo ao protesto, o G20 –grupo que reúne os 20 países mais ricos e os principais emergentes– se comprometeu hoje a garantir que o FMI (Fundo Monetário Internacional) disponha de recursos necessários, de acordo com o comunicado final da reunião ministerial realizada neste sábado em Paris.

O contágio do sistema econômico mundial tem gerado impacto na precária recuperação das economias dos países ricos, que têm promovido cortes de gastos (especialmente sociais) e aumentado impostos para tentar reverter a situação e diminuir a dívida pública. No entanto, as atitudes governamentais, classificadas como austeras pelas populações, deprimem essas economias e geram insegurança no consumo, pilar importante de composição do PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas geradas por um Estado). Somado a esse cenário recessivo, a perda de postos de trabalho gera um onda de insatisfação.

Até agora, as mobilizações em Roma, na Itália, foram as mais violentas, devido aos confrontos entre a polícia e centenas de manifestantes, que transformaram as ruas da capital italiana em uma espécie de batalha campal durante mais de quatro horas. Dezenas de pessoas ficaram feridas, segundo a polícia.

Mario Laporta/France Presse
Nuvens de fumaça cobrem cidade durante protestos em Roma; manifestações ocorrem em 82 países
Nuvens de fumaça cobrem cidade durante protestos em Roma; manifestações ocorrem em 82 países

A polícia recorreu ao uso da força para dispersar manifestantes, que partiram para o vandalismo e incendiaram veículos, atacaram bancos e estabelecimentos comerciais e jogaram pedras e pedaços de madeira.

EUA

Cerca de 2.000 manifestantes ligados ao movimento Occupy Wall Street fizeram uma passeata pelo centro financeiro de Nova York antes de outra, prevista em Times Square, em meio a protestos globais para denunciar a desigualdade econômica.

Os manifestantes entoavam frases como “Nós fomos vendidos, bancos foram resgatados”, “Todo dia, a semana inteira, ocupar Wall Street” e “Ei, Ei, Ho, Ho, a ganância corporativa tem que acabar” enquanto marchavam pelas ruas da área chamada Lower Manhattan.

Centenas de manifestantes se reuniram em Washington, capital norte-americana, assim como na canadense Toronto, de maneira pacífica durante o sábado.

EUROPA

Cerca de 40 mil pessoas fizeram uma passeata em Portugal, e centenas conseguiram furar um bloqueio policial em volta do parlamento em Lisboa e ocupar suas escadarias de mármore.

Trata-se de um dos maiores protestos recentes no país, que se seguiu ao anúncio do governo, na quinta-feira, de que adotaria uma série de novas medidas de austeridade, como cortar férias de funcionários públicos e aumentar impostos.

Luis Mauel Neves/France Presse
Cerca de 20 mil pessoas foram às ruas de Lisboa e ocuparam as escadarias do Parlamento português
Cerca de 20 mil pessoas foram às ruas de Lisboa e ocuparam as escadarias do Parlamento português

Em Lisboa, mais de 20 mil protestaram, da praça Marquês de Pombal até o palácio São Bento, que acomoda a Assembleia Nacional.

“Esta dívida não é nossa” e “FMI, saia daqui agora!” eram alguns dos gritos de guerra entoados pela multidão.

Um grupo de jovens invadiu o parlamento gritando “Invasão!”, “Invasão!”, mas a tropa de choque da polícia conseguiu manter a situação sob controle.

Outras 20 mil pessoas também fizeram uma passeata no Porto, a segunda maior do país.

As medidas de austeridade incluíram cortes de salário no setor público, o que enfureceu trabalhadores em todo o país.

Endividado, Portugal aumentou impostos e cortou o orçamento para cumprir com as metas fiscais impostas pelo plano de ajuda de 78 bilhões de euros concedido pela União Europeia e o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Em Frankfurt, na Alemanha –capital financeira da Europa– cerca de 5.000 pessoas protestaram em frente ao Banco Central Europeu.

São cerca de 6.000 pessoas, segundo a organização antiglobalização Attac, e 5.000, de acordo com a polícia, na praça em frente ao instituto monetário europeu, na qual se vê um grande símbolo do euro azul e amarelo.

John MacDougall/France Presse
Manifestantes vão às ruas em Frankfurt, na Alemanha; protestos contra crise se espalham pelo mundo
Manifestantes vão às ruas em Frankfurt, na Alemanha; protestos contra crise se espalham pelo mundo

Nos cartazes dos manifestantes era possível ler, entre outros lemas, “Acabemos com a ditadura do capitalismo”.

Na Grécia –país que agoniza em busca de apoio da União Europeia para a concretização de um segundo pacote de ajuda para pagamento de vencimentos e salários do funcionalismo, entre outros problemas–, centenas de manifestante se reuniram na praça Sintagma, em Atenas, cercados de grandes medidas de segurança, para participar do movimento mundial.

A praça onde aconteceu a concentração se transformou em símbolo dos protestos contra a política de cortes aplicada pelo governo. Entretanto, no início da tarde a concentração de pessoas estava abaixo das expectativas, em um país que teve várias greves setoriais contra políticas de austeridade nas últimas semanas.

A polícia cercou a praça, onde se situa o parlamento, para evitar qualquer distúrbio. A manifestação conta com apresentações de vários grupos musicais, e o protesto se desenvolve em ambiente festivo e pacífico.

Hoje, em reunião dos ministros das finanças do G20, as principais economias do mundo instigaram a Europa a atuar com firmeza nos próximos oito dias para resolver a crise de dívida soberana na zona do euro, especialmente a grega, italiana e espanhola, que ameaça a economia global.

Em Londres, cerca de 500 pessoas marcharam da catedral de St. Paul até a Bolsa de Valores, onde também estava o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

Os manifestantes, cercados por três cordões policiais e por uma polícia montada atrás, carregavam bandeiras que proclamavam “Não mais cortes”, em referência à política drástica de austeridade do governo britânico, ou inclusive “Goldman Sachs é obra do diabo”.

Em Madri, manifestantes se aglomeraram na praça Porto do Sol. Manifestações devem ocorrer em ao menos outras 60 cidades da Espanha, segundo o jornal “El Pais”.

Luke MacGrego/Reuters
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, une-se a "indignados" em frente à Catedral St. Paul
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, une-se a “indignados” em frente à Catedral St. Paul

Na Bélgica, milhares também foram às ruas de Bruxelas. A manifestação partiu da estação Norte da capital belga com direção à praça da Bolsa de Valores, no centro da cidade, e posteriormente rumo ao distrito onde ficam as sedes da Comissão Europeia, Conselho Europeu e Parlamento Europeu.

Os manifestantes levavam cartazes contrários à resposta europeia à crise financeira, ao sistema capitalista e em favor da mobilização dos cidadãos. “Parem a ditadura financeira”, “Por uma Europa solidária” e “O dinheiro mata” eram algumas das mensagens mais repetidas no protesto.

PROTESTOS NA ÁSIA E OCEANIA

O protesto mundial teve repercussão significativa em países da Ásia e Oceania, tanto nas ruas como nas redes sociais, com contestações ao sistema financeiro capitalista.

As manifestações ocorreram em países como Austrália, Nova Zelândia e Japão, mas foram marcadas pelo clima pacífico e festivo. Em Cingapura, onde raramente o governo autoriza protestos, as manifestações foram vetadas. Não houve nem tentativa na China continental, país não incluído pelos organizadores do movimento.

A variedade de lemas e a diversidade de organizações que expressaram apoio à convocação de passeatas não mobilizaram massas de cidadãos em regiões asiáticas, mas conseguiram emplacar o protesto entre os trending topics (assuntos mais comentados) no microblog Twitter.

Em Tóquio, cerca de cem manifestantes percorreram debaixo de chuva o centro da cidade sob o lema “Ocuppy Tokyo” (“Ocupe Tóquio) até chegar ao parque de Hibiya, informa a agência de notícias Kyodo.

Itsuo Inouye/Associated Press
Manifestantes marcham durante protesto em Tóquio; atos contra crise global chegaram à Ásia
Manifestantes marcham durante protesto em Tóquio; atos contra crise global chegaram à Ásia

Os manifestantes passaram também pela sede da Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina atômica de Fukushima Daiichi, epicentro da catástrofe nuclear de 11 de março.

Além da Nova Zelândia, as capitais das Filipinas e Indonésia também se somaram ao movimento. Apesar da falta de protestos na China continental, centenas de pessoas se manifestaram nos distritos financeiros de Taipé, capital da ilha de Taiwan, e da ex-colônia britânica de Hong Kong.

UOL

Cartuns sobre festas de aniversários

Governo de São Paulo tenta esvaziar caso de emendas

Base de Alckmin na Assembleia convida, e não convoca, Roque Barbiere; Bruno Covas deve falar só na Comissão de Meio Ambiente

Fernando Gallo

A base do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo atuou ontem, na primeira reunião do Conselho de Ética sobre a suposta venda de emendas parlamentares, para evitar que o deputado Roque Barbiere (PTB) vá ao órgão submeter-se às perguntas dos parlamentares e para blindar o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas (PSDB).

O encontro foi secreto, a pedido do deputado Campos Machado (PTB), um dos membros do conselho. “Não vou aceitar essa questão de democracia. Isto é demagogia”, disparou. A base governista, que tem maioria no conselho, aprovou a proposta por seis votos a dois. As manifestações contrárias foram dos dois petistas da comissão.

O conselho aprovou um convite para que Roque Barbiere deponha na próxima quinta-feira. Por não se tratar de uma convocação, o deputado não é obrigado a comparecer. Durante a reunião, Campos Machado propôs que Barbiere preste depoimento por escrito em um prazo de até 30 dias a partir do momento em que for notificado do convite. A proposta foi vista por alguns parlamentares como uma tentativa da base de protelar as explicações e esvaziar as denúncias.

Durante todo o tempo, o líder do PTB insistiu que Barbiere tem de ser tratado como denunciante, e não como denunciado, o que implicaria que ele não pode vir a ser convocado a dar explicações. Como o regimento interno e o Código de Ética da Assembleia são vagos a respeito das prerrogativas do conselho, é provável que essa tese prevaleça.

Caso Covas, Simultaneamente à reunião do Conselho de Ética, o líder do PSDB, Orlando Morando, negociou a ida de Bruno Covas à Comissão de Meio Ambiente na próxima terça-feira. O secretário deverá tratar de questões relativas à sua pasta e também dos relatos que fez sobre uma tentativa de um prefeito de lhe pagar propina. A estratégia da base, neste caso, é esvaziar a necessidade de outro depoimento de Covas – no Conselho de Ética – e evitar que seu nome conste do relatório final sobre as acusações de venda de emenda.

O conselho volta a se reunir na quinta-feira que vem para apreciar os requerimentos do PT e do PSOL, que pedem o convite ao secretário Bruno Covas, ao deputado Major Olímpio (PDT) e aos ex-secretários da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), hoje senador, e Luiz Antonio Guimarães Marrey.

Marrey afirmou nesta quinta-feira, 29, ao Estado que “tem uma lembrança” do requerimento de informações formulado por Barbiere à Casa Civil em 22 de dezembro sobre o funcionamento de emendas. “Mas são muitos papeis. Não foi algo que chamou a atenção especialmente”. E apontou para a gestão Alckmin: “(o documento) não foi apresentado em tempo hábil de ser respondido na nossa administração”.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

Seminário sobre o Plano Naciona de Educação

 

Campanha “TRF1, a responsabilidade de evitar crimes no Xingu é sua!”

Por Xingu Vivo

Na próxima segunda-feira (17/10), a Justiça vai julgar uma importante ação que pode suspender a construção de Belo Monte. Trata-se do direito dos povos indígenas de serem consultados pelo Congresso Nacional ANTES do início das obras.

Se construída, Belo Monte vai arrasar com uma das regiões mais ricas em diversidade biológica e cultural do planeta para produzir apenas 39% da potência instalada de geração de energia. Isso sem contar que o valor da obra, majoritariamente financiada com dinheiro público, já ultrapassa o valor astronômico de R$ 30 bilhões.

Além da ação sobre a consulta prévia aos povos indígenas, outras 11 ações denunciando ilegalidades no processo de Belo Monte estão paradas na Justiça, aguardando julgamento.

Se você, como nós, acha que é papel do Poder Judiciário evitar os crimes que já estão sendo cometidos contra o meio ambiente e os povos do Xingu, envie o texto abaixo para os endereços abaixo:

Olindo Menezes, presidente do TRF1falecompresidente@trf1.jus.br

José Amilcar Machado, vice-presidentevipre@trf1.jus.br

Candido Ribeiro, corregedorcorregedoria@trf1.jus.br

O FUTURO DO XINGU NAS MÃOS DA JUSTIÇA

Há dez anos, quando o governo federal retomou o projeto de barragem no rio Xingu, criado durante a ditadura militar, o Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA) passou a detectar ilegalidades em todos os estágios do processo de licenciamento ambiental da hidrelétrica de Belo Monte e na própria concepção da usina.

Até hoje, o MPF entrou com 12 Ações Civis Públicas (ACPs) na Justiça contra Belo Monte. Oito delas receberam liminares favoráveis, mas foram derrubadas posteriormente pelo presidente da instância superior, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, sem que os méritos jurídicos fossem considerados. Argumentou-se apenas que Belo Monte seria um projeto importante da política energética do país, ignorando-se as suas ilegalidades.

Agora, uma das mais importantes ACPs, que denuncia que os povos indígenas afetados por Belo Monte não foram consultados de forma adequada antes do início das obras, deverá ser julgada na próxima segunda-feira (17/10). A consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas (também conhecida como oitivas indígenas) é uma obrigação prevista na Constituição Federal e em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em 2006, o TRF1 foi favorável ao Ministério Público Federal, confirmando a necessidade de realização das oitivas antes do início das obras.

Confiamos que o TRF manterá sua posição de respeitar a Constituição os direitos dos povos indígenas do Xingu, reafirmando a necessidade de serem realizadas as oitivas indígenas pelo Congresso Nacional antes que Belo Monte seja construída.

Como cidadãos brasileiros preocupados com a política do fato consumado que marcam as construções das grandes obras de infra-estrutura no país, exigimos que o TRF1 defina o julgamento das demais Ações Civis Públicas ainda este ano, antes que os impactos negativos das obras de Belo Monte agravem ainda mais o caos social na região, a devastação ambiental e as contínuas violações aos direitos humanos de populações indígenas e tradicionais.

O Poder Judiciário deve cumprir seu papel de evitar os crimes que já estão sendo cometidos contra a Constituição Brasileira, contra o meio ambiente e contra os povos do Xingu!